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Marco Bertaiolli avalia o governo Bolsonaro e aponta equívocos

O deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) considera como um dos graves erro do governo Jair Bolsonaro o fato de o presidente, no início de seu mandato, ter feito a junção de cinco ministérios, todos colocados sob a responsabilidade de Paulo Guedes, o todo-poderoso ministro da Fazenda. Ao unir, sob as asas do Ministério da Fazenda, […]

Por O Diário
21/10/2021 16h41, Atualizado há 58 meses

O deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) considera como um dos graves erro do governo Jair Bolsonaro o fato de o presidente, no início de seu mandato, ter feito a junção de cinco ministérios, todos colocados sob a responsabilidade de Paulo Guedes, o todo-poderoso ministro da Fazenda.

Ao unir, sob as asas do Ministério da Fazenda, as pastas de Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Previdência Social, o governo acabou por criar uma super estrutura impossível de ser administrada por uma só pessoa, mesmo dispondo de uma grande equipe  escolhida pelo próprio titular.
“É impossível que um ministro só dê conta de tudo isso, dentro de um País continental, como é o  Brasil”, afirma o parlamentar, lembrando que dentro do atual Ministério da Fazenda, encontram-se setores antagônicos, como os que tentam fechar os cofres e o que querem gastar e buscam liberar recursos a todo tempo.

Na opinião de Bertaiolli, o País está vivendo um momento extremamente difícil, com inflação escapando do controle e desemprego, o que torna a situação muito complicada, especialmente para os mais pobres, que estão passando por sérias dificuldades no Brasil de hoje.

Enquanto isso, diz o deputado, vê-se um presidente da República que trabalha só pensando nas eleições de 2022 e em sua  continuidade à frente do poder. 

“Não existe planejamento e após dois anos de pandemia, o que se vê é a corrida eleitoral sendo antecipada pelo próprio presidente Bolsonaro que, com isso, acaba por levar o País no caminho da recessão e estagnação econômica,”assegura.

Bertaiolli lembra que há muita gente indo embora do Brasil, especialmente pessoas de conhecimento técnico apurado e que estão descrentes no futuro do País, onde as indústrias não se modernizam e atualmente  chegam a não ter produtos para entregar, ou  então trabalham para suprir atrasos de entrega.

Segundo o deputado, o Brasil “lidou muito mal” com a pandemia, permitindo que se ultrapassasse a casa dos 600 mil mortos, o que teve reflexos duros em outros segmentos da sociedade brasileira, em especial o econômico.

Ele então mostra as dificuldades resultantes do acúmulo de ministérios nas mãos de um só comandante, o que estaria dificultando a administração de setores conflitantes e que não se entendem dentro de um mesmo ministério.

O risco do descontrole inflacionário a que o deputado se referiu, durante conversa com a coluna, no último sábado, ganhou contornos evidentes nas últimas horas com o ministro Paulo Guedes defendendo que se avance além do teto de gastos permitidos no atual orçamento para que o País possa conceder um auxílio de míseros R$ 400 aos menos favorecidos. Um sinal de que a economia não vai realmente bem se torna visível quando quem deveria ser o guardião do cofre começa a estimular abusos para tapar apenas uma parte de um grande buraco.

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