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Marcus Melo abre o jogo e fala sobre seu futuro político

“Meu nome está à disposição do grupo, se necessário, até mesmo como candidato a prefeito; estou pronto para encarar este desafio”. Estas afirmações foram feitas a esta coluna, durante a tarde de ontem, pelo ex-prefeito Marcus Melo (sem partido), que faz questão de defender a união de seu grupo político em torno de um projeto […]

Por O Diário
23/06/2023 07h40, Atualizado há 37 meses

“Meu nome está à disposição do grupo, se necessário, até mesmo como candidato a prefeito; estou pronto para encarar este desafio”. Estas afirmações foram feitas a esta coluna, durante a tarde de ontem, pelo ex-prefeito Marcus Melo (sem partido), que faz questão de defender a união de seu grupo político em torno de um projeto em favor de Mogi das Cruzes.

Mostrando-se altamente conciliador, ele revela que já conversou com o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP) e com o presidente do PL Valdemar Costa Neto sobre a necessidade de manter o grupo político unido para eleger o próximo prefeito, preocupado o desenvolvimento da cidade que, na sua percepção, “não está indo muito bem”.

Reafirmando que “meu nome está à disposição do grupo para um projeto em favor da cidade de Mogi das Cruzes”, Melo diz que ainda é muito cedo para definições, mas fala de sua experiência de oito anos como auxiliar direto do ex-prefeito Marco Bertaiolli e de outros quatro como prefeito de Mogi para justificar o seu interesse por uma virtual candidatura à Prefeitura.

Ele, porém, se mostra disposto a colaborar com o grupo político liderado pelo PL e PSD.

E ao analisar o quadro das futuras eleições em Mogi, diz que o prefeito a ser eleito de Mogi, nas próximas eleições, “será o Marco Bertaiolli, caso ele resolva ser candidato”

“E caso isso aconteça – prossegue ele – irei apoiá-lo, como sempre apoiei. Sou muito grato ao Bertaiolli”, afirma Melo, ao analisar o atual quadro político da cidade em relação às futuras eleições municipais.

Questionado se acredita numa possível candidatura de Marco Bertaiolli, o ex-prefeito mogiano lembra que “em política, tudo é possível”, e que caso o deputado esteja insatisfeito com seu mandato, ele poderia voltar a se candidatar pela cidade.

“Mas como deputado federal, ele tem feito um grande trabalho, é muito capaz e vem crescendo cada vez mais graças ao seu trabalho em favor das médias, pequenas e micro empresas em todo o cenário nacional. Mas se ele vier a ser candidato na cidade, estarei do lado dele, dando total apoio. A exemplo de Valdemar Costa Neto, o deputado Bertaiolli sempre se preocupou com Mogi das Cruzes e procurou ajudar a Prefeitura”.

Sobre o ex-secretário municipal de Saúde, Téo Cusatis, igualmente apontado como possível candidato a prefeito do grupo de PL e PSD, Marcus Melo lembra que tem “ótimo relacionamento” com ele, desde os tempos em que trabalharam juntos na Prefeitura, durante a administração do ex-prefeito Bertaiolli e do próprio Melo.

Mas cita também que Téo deveria ser o vice de Junji na eleição de 2016, mas não aceitou. Quando Junji desistiu de ser candidato, após uma campanha feita contra ele pelo PR (atual PL) na televisão, ele também não quis ser candidato a prefeito. Foi quando Melo entrou e venceu a disputa, tornando-se prefeito de Mogi. 

Marcus Melo afirmou também que quando Téo deixou a Prefeitura, “pensei que ele ficaria na iniciativa privada e não voltaria para a política. Mas ele é um bom nome”, garante o ex-prefeito.

Questionado sobre o seu perfil altamente conciliador, Melo disse que, fora da Prefeitura, passou a enxergar muita coisa que não via quando estava no cargo.

“Quando deixei a Prefeitura, me desliguei dela para não vivenciar problemas, para não sofrer com isso. Hoje, acho que não tenho de ficar no embate pessoal dentro da política. Perder a eleição me trouxe amadurecimento e você passa, principalmente, a dar valor às pessoas que estiveram com você. Hoje eu quero paz”, argumentou.

Marcus Melo também comentou, com evidente satisfação, o fato de seu nome estar sendo muito lembrado nas pesquisas feitas na cidade para avaliar as chances dos virtuais candidatos.

“Hoje, eu encontro pessoas nas ruas que dizem não terem votado em mim nas eleições passadas porque desejavam mudança, mas que hoje gostariam de poder votar em mim novamente”, diz ele. E finaliza, garantindo:

“Sendo candidato ou não, meu trabalho será ajudar o grupo. E eu não iria para outro grupo ou partido só para ser candidato. Amo Mogi, mas não entraria num vale-tudo, mesmo que fosse para ganhar a eleição. Reafirmo que meu nome está à disposição do grupo para um projeto em favor de Mogi”, garantiu Melo

 

Oposição

Como virtual opositor de seu grupo político, Marcus Melo citou o pré-candidato Rodrigo Valverde (PT), que poderá se beneficiar do fato de o PT estar no comando do governo central e da existência, ainda que em menor grau, “dos reflexos da disputa entre direta e esquerda”.

 

Partido

Marcus Melo afirmou que se desfiliou do PSDB, que presidia na cidade, em razão das mudanças acontecidas no partido em nível nacional, com as quais não concordou.

Disse que conversou com o presidente estadual Marco Vinholi, explicou seus motivos e ele agradeceu.

“Tenho uma gratidão muito grande com Vinholi, pela maneira como nos ajudou”, assegurou Melo, que ainda não decidiu a qual partido deverá se filiar.

 

Costa Neto

Indagado sobre as declarações de Costa Neto, segundo as quais, o “nosso pessoal” não aceitaria a sua candidatura a prefeito, Marcus Melo disse que ainda é muito cedo para as definições, que virão na hora certa e mais próximo das eleições.

 

Vice à vista

Nos meios políticos comenta-se que o presidente municipal do PV, Romildo de Pinho Campello, poderá ser o vice na chapa encabeçada por Rodrigo Valverde (PT). A conferir.

 

Questão fechada

A direção do PSD na cidade decidiu fechar questão em torno do apoio de sua bancada à candidatura do vereador José Francimário Vieira de Macedo, o Farofa, do PL, ao cargo de presidente da Câmara.

A determinação implica até mesmo em ameaça de expulsão do partido para que, eventualmente, descumprir a determinação.

A bancada do PSD é integrada pelos vereadores Edson Santos, Otto Rezende e Milton Lins da Silva, o Bi-Gêmeos.

 

Alvíssaras!

Depois de alguns anos, o 17º Grupamento de Bombeiros de Mogi das Cruzes volta a contar com uma unidade de resgate, fundamental para atendimentos de emergência.

Nos últimos tempos, para tais serviços, a cidade contava apenas com as viaturas do Samu, que quase sempre estavam sobrecarregadas.

Ao contrário boa parte das cidades do Alto Tietê, Mogi não dispunha do veículo. Com ele, casos de acidentes e afogamentos, comuns na cidade, serão atendidos por pessoal especialmente treinado para isso.

 

Trem até César (1)

Ao notar, nas redes sociais, as declarações do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após obter autorização da Alesp para buscar financiamento para o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas, o presidente da Associação dos Moradores do Jardim São Pedro e Região, Adalberto Santana de Andrade, defensor ferrenho da extensão do trajeto dos atuais trens de subúrbio até o distrito de César de Souza, fez um desabafo.

 

Trem até César (2)

Disse Adalberto: “O governador consegue da Alesp a aprovação para o Trem Intercidades. E depois o pessoal vem com mimimi para dizer que não pode ter trem em César de Souza? E o prefeito me vem com essa proposta esdrúxula de VLT ou BRT? É o que eu digo: quando o governo quer, ele se mobiliza e consegue, pois o Intercidades é o triplo do valor de uma estação aqui em César de Souza. Com a palavra, os deputados da região. (Ou será que vão dar uma de caolho?) Vou cobrar isso deles, pois a fala do Tarcísio mostra que é uma falácia dizer que não há dinheiro se para instalar uma estação aqui em César”.

 

 

 

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