Mogi já teve sessões noturnas para vereador dormir
As sessões da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes já foram noturnas, tempos atrás. E nesta época, um representante de Jundiapeba, já longevo, dormia a ponto de roncar durante os debates legislativos, que eram muito acirrados, por sinal. Preocupado com as repercussões de tal fato, foi procurar o presidente de plantão: “Essas sessões, à noite, […]
23/07/2021 18h21, Atualizado há 61 meses
As sessões da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes já foram noturnas, tempos atrás.
E nesta época, um representante de Jundiapeba, já longevo, dormia a ponto de roncar durante os debates legislativos, que eram muito acirrados, por sinal.
Preocupado com as repercussões de tal fato, foi procurar o presidente de plantão:
“Essas sessões, à noite, não estão dando certo para mim, que costumo dormir cedo. Depois das nove da noite, não consigo ficar acordado. Será que não daria para minha filha vir no meu lugar? Me comprometo a vir nas sessões que acontecerem durante o dia”.
O presidente ficou sem resposta diante da inusitada proposta.
Não foi exatamente por isso, mas, anos depois, as reuniões passaram a ocorrer no período da tarde.
Obras que assombravam
Sebastião Cascardo sucedeu a Waldemar Costa Filho, após seu primeiro mandato, na Prefeitura de Mogi das Cruzes. Promotor de Justiça, tinha na honestidade e no caráter seus principais atributos. Que contrastavam com as dificuldades para governar. Sua administração era um problema após o outro, para alegria dos chargistas e caricaturistas da cidade que se divertiam retratando os problemas da administração do promotor.
Chegou a fazer uma ponte sobre o ribeirão Ipiranga alguns metros acima do nível da rua.
Essa e outras levaram alguém a trazer dos Estados Unidos uma réplica da primeira página do jornal The New York Times com a seguinte manchete, em português: “Obras de Cascardo assombram Nova York”, que ficou exposta na vitrine de uma loja do centro por várias semanas. E fez o maior sucesso, para a irritação do prefeito.
Imposto sobre tartarugas
Magalhães Barata, revolucionário, interventor, constituinte, senador, governador e amigo de Getúlio Vargas, era o que se podia dizer, à época dos anos 20 a 50, uma espécie de dono do Estado do Pará, onde atuava como político.
Certa vez, conta Sebastião Nery, numa de suas muitas histórias do folclore político, um compadre, notório contrabandista, chegou ao posto fiscal de Belém com muitas tartarugas e não quis pagar imposto.
“Os bichinhos são presente para o compadre Barata”, disse.
O fiscal telefonou para o chefe, que falou com o secretário, que falou com o governador:
“Diga ao compadre que presente se dá completo. Ele que pague o imposto e mande logo as tartarugas”.