O dia em que Padre Melo teve de enfrentar o espertalhão de Jundiapeba
Padre Melo, quando militava na política local, tinha fama de “trem pagador”, aquele candidato que ajudava a todos em troca de um votinho. Certa vez, ele participava de uma reunião, em Jundiapeba, quando um cabo eleitoral da cidade, conhecido por suas espertezas e mentiras, se aproximou e disse que a esposa havia sido operada no […]
30/01/2022 09h34, Atualizado há 55 meses
Padre Melo, quando militava na política local, tinha fama de “trem pagador”, aquele candidato que ajudava a todos em troca de um votinho. Certa vez, ele participava de uma reunião, em Jundiapeba, quando um cabo eleitoral da cidade, conhecido por suas espertezas e mentiras, se aproximou e disse que a esposa havia sido operada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e ele não tinha sequer dinheiro da passagem para visitá-la.
Acostumado a ouvir histórias com enredos semelhantes, Melo sabia que estava sendo “levado no tapa” pelo espertalhão, mas mesmo assim, para mostrar sua ‘sensibilidade’, tirou do bolso uma nova de CR$ 1 (moeda da época, desvlaorizada também) e deu ao rapaz.
Este, ao ver o dinheiro, resmungou:
“Padre, eu queria ir pelo menos de trem. Pelo Correio, não !”
Folclore nordestino
Contam que depois de vários dias sem aparecer em plenário, o senador piauiense Heráclito Fortes (PFL), foi recepcionado pela sua desafeta-mór, a senadora catarinense Ideli Salvati (PT):
“Ora viva! Então o senhor reapareceu, bonito, cheio de amor para dar!”
O senador olhou bem a sua interlocutora, de cima para baixo e tripudiou, para gozo dos pefelistas: “Mas não para a senhora!…”
Diabólico
O deputado federal pefelista Ney Lopes (RN) era secretário de Justiça no Rio Grande do Norte, durante os anos 70, quando foi designado para representar o governador em uma inauguração no interior daquele estado.
O prefeito até tentou ser gentil, mas na hora do discurso, irritado com a ausência do chefe do Executivo, deixou-se trair pelo descontentamento:
“Pois é, meus amigos, o diabo quando não vem, manda o seu secretário…”
Entre gaiolas e viveiros
Mais uma envolvendo o senador Heráclito Fortes e o ex-presidente da República Michel Temer, relembrada pelo jornalista Claudio Humberto.
Em campanha pela presidência da Câmara Federal, na década de 1990, Michel Temer foi orientado pelo amigo Heráclito Fortes a ser mais simpático:
“Lá vem o deputado Augusto Viveiros (RN). Dê-lhe, pelo menos, um bom dia…”
Temer seguiu a recomendação, mas horas depois, ao reencontrar o deputado potiguar no Salão Verde pisou na bola:
“Como vai, deputado Gaiola?”
Viveiros, claro, lembrou-se da gafe na hora de votar.
Na bala
O vereador cearense Zé Galvão amarrava a carga de um caminhão, quando um desafeto político chegou, de revólver na mão:
“Desce daí pra morrer!”
E Galvão, na maior calma:
“Diabo de revólver é esse seu, que num bota a bala aqui em cima?”