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Prefeito e eleitores de Suzano ajudam na explosão de votos para André e Alvino

O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), sai politicamente fortalecido das últimas eleições, por conta dos resultados da campanha feita por ele em favor dos dois aliados de Guararema, os reeleitos para deputado estadual, André do Prado (216.268 votos) e para federal, Marcio Alvino (187.314 votos), ambos do PL. Os dois deputados, vale dizer, fazem […]

Por O Diário
05/10/2022 07h07, Atualizado há 46 meses

O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), sai politicamente fortalecido das últimas eleições, por conta dos resultados da campanha feita por ele em favor dos dois aliados de Guararema, os reeleitos para deputado estadual, André do Prado (216.268 votos) e para federal, Marcio Alvino (187.314 votos), ambos do PL.

Os dois deputados, vale dizer, fazem campanha durante o ano todo, visitando cidades do interior e realizando um trabalho de formiguinha em busca de lideranças emergentes que passam a receber o respaldo de ambos para crescerem dentro da política.

Os dois colecionam bons exemplos por São Paulo afora de prefeitos que conseguiram se eleger nas últimas eleições graças ao apoio da dupla que concilia as atividades parlamentares, na Capital e em Brasília, com as incursões pelo Estado, atuando como verdadeiros “olheiros do futebol”. Enquanto aqueles buscam craques de bola, Alvino e André observam gente nova com potencial de crescimento na política. E passam oferecer apoio e sustentação, já preparando os novos aliados para disputar futuras eleições, sejam para prefeito ou vereador.

Com isso, ambos vão formando uma base de sustentação pelo interior afora, que lhes garantem seguidas reeleições.

É claro que nem somente disso vivem os votos de ambos. Marcio Alvino, por exemplo, tem um trabalho permanente de apoio às Apaes em todo Estado, enquanto André busca atuar como intermediário entre os prefeitos paulistas e as inúmeras secretarias de governo. Um acesso que para ele é muito fácil, mas que é também algo quase impensável para muitos dirigentes de pequenas cidades interioranas.

Mas voltando ao prefeito Ashiuchi, de Suzano, ele foi um dos exemplos das apostas feitas, num passado não muito recente, pelos dois guararemenses. O vereador que, com o apoio da dupla, do partido, e de uma boa dose de iniciativa própria chegou à Prefeitura de Suzano e se reelegeu impondo uma acachapante derrota aos seus adversários. Continua mostrando que é bom de urna ao colaborar com 30.870 votos de suzanenses em favor de André do Prado e outros 24.388 para Marcio Alvino, naquela cidade.

Os dois deputados foram os mais votados de Suzano nas eleições de domingo e uma prova da eficiência do apoio e votação maciça dada a ambos pode ser medida pela performance dos candidatos da própria cidade, que  não conseguiram atingir sequer a casa dos 10 mil votos, na apuração final: o vereador Lacerda Filho (SD) obteve 5.684 votos; Lilian Diniz (Rede), chegou a 1.203, Dr. Mauro (MDB), a 915  e Joab Lira (Agir) a 945 votos.

É preciso ressaltar também que os dois deputados foram beneficiados – e muito – pela ausência na disputa de um grande puxador de votos de Suzano, o ainda deputado Estevam Galvão de Oliveira (União), que decidiu não concorrer nas eleições passadas e abriu caminho para o crescimento de Ashiuchi e seus candidatos junto a parte do eleitorado órfão de seu líder local.

A ação de Ashiuchi, que foi aos bairros pedir votos para André e Alvino, deixa no ar uma questão: sem poder concorrer novamente à Prefeitura por estar num segundo mandato, qual será o futuro político do atual prefeito suzanense? Curiosamente, esse futuro passará pelos dois deputados que não terão outra solução senão perder o aliado e lançá-lo candidato a deputado em 2028.

Aí, então, Ashiuchi poderá passar de aliado a adversário da dupla. Mas isso ainda terá de ser decidido bem mais lá na frente.

 

Reeleito

O deputado federal Arnaldo Jardim (113.462 votos), do Cidadania, reelegeu-se para o quinto mandato na Câmara Federal. Presidente estadual do Cidadania  e membro da Executiva Nacional do partido, Arnaldo é irmão de Cid Jardim, sócio proprietário da Rádio Transcontinental FM, de Mogi das Cruzes.

 

“Negados nas urnas”

Deu no jornal O Globo, do Rio: “Após ganharem projeção por defender o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19 ou com críticas à vacinação, pelo menos seis profissionais decidiram se arriscar nas urnas nas eleições deste domingo. Mayra Pinheiro, Nise Yamaguchi, Raissa Soares, Roberta Lacerda, Maria Emília Gadelha e Edimilson Migowski, que têm em comum o fato de terem ficado conhecidos durante a pandemia por conta da desinformação e pela aposta nesse ativo eleitoral para tentar chegar ao Congresso Nacional, não conseguiram sucesso na empreitada”. Ainda bem…

 

Mandato coletivo

Uma das mais ativas dirigentes da Apeoesp de Mogi, professora Vania Pereira, foi eficiente cabo eleitoral da candidatura coletiva de Julinho do Quilombo Periférico, ligado ao PSOL, que não conseguiu se eleger, mas alcançou respeitáveis 13.734 votos. Nesta terça-feira (4), Vania postou, citando o babalorixá Julinho: “Lutar pela vida e por projetos coletivos é a nossa essência. Não saímos vitoriosos dessa batalha, mas temos tarefas urgentes: continuar fortalecendo a mandata coletiva Quilombo Periférico, por uma São Paulo sem racismo, e eleger Lula e Haddad, no segundo turno”.

 

Tiririca…

De líder absoluto de votos ao último lugar do quadro dos mais votados para deputado federal, fortemente ameaçado pelo risco da suplência. Assim o deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PL), terminou o pleito de domingo.

O parlamentar sabe que terá de mudar o estilo ou fazer alguma outra coisa, se quiser sobreviver na política, já que o folclore não lhe oferece os mesmos bons resultados de outrora.

 

…em queda

Eleito em 2010, pela primeira vez, com 1,3 milhão de votos, o humorista teve a votação reduzida para 1,016 milhão em 2014, e para 453.855 votos em 2018. No domingo (2) que passou, Tiririca chegou 71.754 votos, ficando na última colocação entre os eleitos.

Vale lembrar que, ao contrário das outras eleições, em que usou o número 2222, muito fácil de ser digitado até pelos eleitores mais simples, nesta o humorista passou a usar o 2255. O comando do PL houve por bem oferecer o 2222 para Eduardo Bolsonaro, o filho do presidente.

 

Agradecidos

O reeleito Marco Bertaiolli (PSD) postou nas redes: “Eu pedi o voto e hoje estou aqui para agradecer. 157.552 são muitos votos de confiança ao nosso trabalho. Muito obrigado e conte sempre comigo”. O vereador Marcos Furlan (PODE) também agradeceu, mesmo derrotado: “Agradeço o empenho e a força de um de vocês que saíram de suas casas e depositaram 18.265 votos nas urnas. Trabalhamos bastante, mas não atingimos nosso objetivo. Muito obrigado”.

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