“Rachas” na avenida Cívica lembram caso dos tempos de Waldemar Costa Filho
As reclamações, durante esta semana, dos moradores do Condomínio Spazio Mondrian, no Mogilar, sobre a volta dos “rachas” de automóveis, durante a madrugada, na avenida Cívica, fazem lembrar um fato que aconteceu em Mogi, durante os anos 80. Waldemar Costa Filho – sempre ele – era o prefeito da cidade à época e estava construindo […]
30/01/2022 09h11, Atualizado há 55 meses
As reclamações, durante esta semana, dos moradores do Condomínio Spazio Mondrian, no Mogilar, sobre a volta dos “rachas” de automóveis, durante a madrugada, na avenida Cívica, fazem lembrar um fato que aconteceu em Mogi, durante os anos 80.
Waldemar Costa Filho – sempre ele – era o prefeito da cidade à época e estava construindo a avenida Narciso Yague Guimarães com duas pistas que se interligavam com a rua Olegário Paiva, onde ainda não existia a Passagem Subterrânea Osvaldo Crespo de Abreu, sob a linha férrea, à época dividida entre trens de subúrbio e de cargas.
No bairro do Shangai, a pista duplicada e ainda sem movimento chamou a atenção de alguns motoristas que passaram a utilizar o trecho entre a via férrea e as proximidades do prédio da Prefeitura Municipal para “rachas” noturnos, durante os finais de semana.
Os pegas viraram a atração das noites e madrugadas de sábado e muitos espectadores notívagos decidiram fazer ponto naquela região para acompanhar as corridas, geralmente, de dois em dois veículos.
Enquanto o público crescia e os motoristas se arriscavam cada vez mais nas manobras junto à curva do INSS, chegando a colocar sacos de areia nos porta-malas para dar mais peso e maior estabilidade aos Opalões e Mavericks da época, a Polícia Militar não tomava qualquer providência, ainda que tudo acontecesse a poucos metros de sua sede, na rua Coronel Souza Franco.
O assunto, é claro, foi bater à mesa do prefeito Waldemar Costa Filho, umapaixonado por corridas de kart, que se viu sem ter o que fazer diante dos fatos, do público cada vez maior a cada noite junto à praça João Batalha, e da inércia da PM.
Às vésperas de mais um final de semana, o prefeito convocou a imprensa para anunciar a solução encontrada por ele para os “rachas”. Disse que mandaria – e realmente mandou- colocar uma ambulância, com médicos e enfermeiros, próximo da curva de acesso e saída da avenida Narciso Yague, onde os riscos de acidentes eram maiores.
Em caso de algum desastre, o socorro estaria próximo e a Santa Casa de Misericórdia de Mogi da Cruzes seria o destino das eventuais vítimas.
E lá ficaram a ambulância, médicos e paramédicos, até o fim dos confrontos de velocidade, já em plena madrugada.
A imprensa acompanhou e fotografou a insólita cena da ambulância em meio aos carros em altíssima velocidade.
Mas o recado do prefeito foi perfeitamente entendido. No final de semana seguinte, o local da ambulância foi previamente ocupado por uma viatura da Polícia Militar. E a partir daquele sábado, não houve mais corridas.
Os famosos “rachas” da avenida Narciso Yague chegaram ao fim e as noites de sábado nunca mais tiveram as mesmas emoções das concorridas corridas malucas.