Secretário usa corujas de louça para espantar pombos do Mercadão
Empresário conceituado na cidade, Oswaldo Nagao se aventurou no cargo de secretário municipal de Agricultura. Ele havia terminado uma das muitas reformas no prédio do Mercado Municipal de Mogi quando os comerciantes ali estabelecidos lhe pediram providências para a verdadeira invasão de pombos que sobrevoavam o local, incomodando e trazendo riscos à saúde deles e […]
27/11/2022 05h42, Atualizado há 44 meses
Empresário conceituado na cidade, Oswaldo Nagao se aventurou no cargo de secretário municipal de Agricultura.
Ele havia terminado uma das muitas reformas no prédio do Mercado Municipal de Mogi quando os comerciantes ali estabelecidos lhe pediram providências para a verdadeira invasão de pombos que sobrevoavam o local, incomodando e trazendo riscos à saúde deles e de seus clientes. Depois de muito pensar, Nagao encontrou a saída para o problema.
Sabendo que os pombos temem corujas, ele mandou comprar dezenas delas, feitas de louça, e espalhou-as por sobre os boxes.
A estratégia deu certo por um ou dois dias.
Mas logo os pombos voltaram e passaram até a sujar sobre as simpáticas corujinhas de louça. Algumas delas ainda por lá, até hoje.
O guarda-chuva do Adhemar
Quem conta é o jornalista Sebastião Nery, o pai do folclore político:
Salomão Jorge reuniu a impresa e comunicou que havia rompido politicamente com o governador da época, Adhemar de Barros.
Os jornalistas indagaram o motivo e ele respondeu:
“O Adhemar fez chover ouro no quintal do Maia Lelo (presidente do Banco do Estado); fez chover ouro no quintal do Paulo Lauro (prefeito de São Paulo); fez chover ouro no quintal do Arnaldo Cerdeira”.
E o que foi que o governador Adhemar de Barros fez com o senhor? – questionaram os jornalistas.
E Salomão:
“No meu quintal, ele abriu o guarda-chuva!”
O burro projetista
A propósito de estradas, tem a história de um conhecido engenheiro de Mogi das Cruzes que viajava pelos confins das Minas Gerais para ver a família que morava por aquelas paragens, quando encontrou um grupo de matutos abrindo uma estrada, mato adentro.
“Vocês não têm engenheiro, arquiteto, agrimensor, nem instrumentos de medição. Como decidem o traçado da rodovia?”- perguntou o curioso profissional.
“Nóis num tem nada disso não, doutor. Nóis tem um burrinho que nóis manda ir andando , andando. Por onde o burrinho for, aí é o mió caminho. E nóis vai atrás, abrindo a picada” – respondeu o matuto.
O mogiano ficou ainda mais curioso e voltou à carga:
“Mas e quando não tem o burro, como é que vocês fazem?”
E o caipira retruca, de pronto:
”Aí, seu doutor, não tem jeito. Aí, nóis chama um engenheiro mermo…”