Subcomitê de Bacia busca informações da população sobre rio Tietê
Merece reconhecimento a iniciativa da representante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atual vice-coordenadora do Subcomitê de Bacia do Rio Tietê Cabeceiras, Jaqueline Aparecida Bória Fernandez, que está buscando junto a entidades e moradores do Alto Tietê subsídios para as atividades a serem desenvolvidas pelo grupo encarregado de apontar os rumos das políticas […]
30/06/2021 18h32, Atualizado há 62 meses
Merece reconhecimento a iniciativa da representante da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e atual vice-coordenadora do Subcomitê de Bacia do Rio Tietê Cabeceiras, Jaqueline Aparecida Bória Fernandez, que está buscando junto a entidades e moradores do Alto Tietê subsídios para as atividades a serem desenvolvidas pelo grupo encarregado de apontar os rumos das políticas públicas em favor do rio Tietê.
A professora está procurando ouvir as opiniões de diferentes grupos sobre as reais necessidades do manancial, que estarão sendo condensadas e levadas por ela aos debates nem sempre produtivos – pelo menos até agora, do Subcomitê.
Vale lembrar que o Subcomitê é formado por representantes oficiais e da sociedade civil de nove municípios da região banhados pelo rio – Salesópolis, Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Guarulhos, cidades onde sobram problemas relacionados ao Tietê, muitos deles específicos e só conhecidos por pessoas da comunidade.
Não à-toa que o presidente do Instituto Cultural e Ambiental (Icati) do bairro do Mogilar, José Arraes, vem apoiando a iniciativa e se colocando à disposição para intermediar as reivindicações da cidade ou região e Jaqueline Fernandez.
Segundo ele, “a sociedade civil é importante, pois ela está presente em todos os municípios, vivendo e participando das melhores ou piores soluções das melhores ou piores soluções, que podem ser em benefício de toda a região”.
Arraes lembra que todos esses municípios têm problemas graves, que os governantes precisam enfrentar, como o lixo urbano, coleta seletiva, esgotos domésticos, a qualidade das águas para consumo, habitação, desmatamento, canalização de córregos, entre tantos outros.
Por isso mesmo, faz um apelo às pessoas da região para descreverem o que consideram os problemas mais graves e as eventuais soluções que poderiam ser adotadas para questões hídricas e ambientais das regiões onde moram ou trabalham.
Ele coloca à disposição o seu e-mail – [email protected] – para receber eventuais colaborações dos habitantes das cidades do Alto Tietê.
“A Jaqueline Fernandez já está fazendo um plano de ação para o Subcomitê, mas tenho certeza de que nossas informações podem melhorar, e muito, o trabalho dela”, garante Arraes, que já prepara as reivindicações do Icati a serem encaminhadas ao Subcomitê, relativas aos muitos problemas enfrentados pelo Tietê na cidade.