TRE aponta o avanço do voto eletrônico
Como forma de rebater, ainda que de maneira indireta, os ataques desferidos contra ela pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) vem produzindo uma série de reportagens com curiosidades que ajudam a revelar detalhes sobre os 25 anos de utilização da urna eletrônica no processo eleitoral brasileiro. Uma […]
13/07/2021 17h36, Atualizado há 61 meses
Como forma de rebater, ainda que de maneira indireta, os ataques desferidos contra ela pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) vem produzindo uma série de reportagens com curiosidades que ajudam a revelar detalhes sobre os 25 anos de utilização da urna eletrônica no processo eleitoral brasileiro.
Uma das mais recentes ajuda a corrigir uma informação equivocada que vem sendo disseminada há algum tempo: que além do Brasil, somente Venezuela e Cuba utilizariam um sistema eletrônico de recepção e contagem de votos. Mera tentativa de depreciar o produto idealizado por brasileiros e que vem sendo usado nas eleições gerais e municipais desde 1996, sem qualquer comprovação de fraude em seu uso. Checagens de veículos de comunicação mostraram isso, já que Cuba sequer experimentou voto eletrônico, usando nos pleitos internos as arcaicas cédulas de papel.
Segundo o TRE paulistano, o Instituto para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea), organização intergovernamental com sede em Estocolmo, na Suécia, aponta que ao menos 46 países substituíram o voto no papel pelo uso de tecnologia – através do voto eletrônico – em pelo menos uma de suas eleições, entre eles: Suíça, Canadá, México, Paraguai, Peru, Índia, França, Rússia, Bulgária, Namíbia, Irã, Panamá, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Albânia, Bangladesh, Butão e Estados Unidos.
Outro erro frequente apontado em reportagens que buscam denegrir a importância das urnas eletrônicas brasileiras é utilizar os Estados Unidos como modelo de democracia que não faz uso de urnas eletrônicas. Segundo a reportagem, até na terra do Tio Sam elas já são utilizadas. Aquele país tem um plano de voto eletrônico desde o início dos anos 90. “O modelo federalista, no entanto, faz com que cada estado estadunidense tenha autonomia para decidir sobre o assunto, fazendo com que haja adoção de diferentes métodos, desde estados que utilizam sistemas totalmente eletrônicos, passando por sistemas mistos e chegando a estados que utilizam apenas cédulas de papel”, explica o site.
A Justiça Eleitoral faz questão de citar que o voto eletrônico não é o mesmo que voto online e que as urnas eletrônicas não estão conectadas à internet. O voto online até é utilizado em alguns países, como Estônia e Suíça, mas não é o caso do Brasil.
Os resultados das eleições por meio do sistema eletrônico de votação se dão de maneira muito mais ágil, pois os votos são coletados eletronicamente e, ainda mais importante, ficam livres da intervenção humana no processo de apuração, diz o TRE.