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Xerifes do PL e PSD fazem silêncio sobre candidato a prefeito do grupo

Enquanto os primeiros grupos políticos da cidade se articulam para buscar o apoio do maior número possível de partidos, já se preparando para disputar a Prefeitura de Mogi das Cruzes nas eleições do próximo ano, permanecem indefinidos os rumos que deverão ser tomados pelos integrantes de PSD, PL e PSDB, que concentram pelo menos três […]

Por O Diário
14/04/2023 06h18, Atualizado há 39 meses

Enquanto os primeiros grupos políticos da cidade se articulam para buscar o apoio do maior número possível de partidos, já se preparando para disputar a Prefeitura de Mogi das Cruzes nas eleições do próximo ano, permanecem indefinidos os rumos que deverão ser tomados pelos integrantes de PSD, PL e PSDB, que concentram pelo menos três importantes lideranças políticas da cidade.

Rodrigo Valverde, virtual candidato pelo PT, já tem a seu lado a Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV), além dos federados PSOL e Rede Sustentabilidade, enquanto o prefeito Caio Cunha (PODE) já se mobiliza e conquista os apoios do MDB e União Brasil, prometendo ainda novas agremiações.

A grande interrogação é o grupo político que tem entre seus integrantes o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD),  o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o ex-prefeito Marcus Melo (PSDB), além do deputado estadual Marcos Damasio.

No grupo onde os dois xerifes, Bertaiolli e Costa Neto, terão a responsabilidade pelas cartadas decisivas, haverá necessidade de se definir quem será o futuro candidato, antes de se buscar novas alianças.

Até agora, pelo menos dois nomes despontam entre os virtuais concorrentes. Um deles é Marcos Damasio, o deputado que admitiu, em entrevista a este jornal, que está disposto a assumir uma candidatura a prefeito, desde que possa contar com o apoio unânime de seu grupo político.

Outro possível candidato é Marcus Melo, o ex-prefeito que se mostra disposto a voltar ao cargo, desde a primeira entrevista concedida por ele a esta coluna, após perder as eleições municipais para o atual prefeito Caio Cunha.  E se o grupo ainda não está definido, Melo também se mostra indeciso quanto ao seu futuro.

Depois de negociar o seu ingresso no PL, o presidente do Diretório Municipal do PSDB de Mogi ainda continua no cargo e no partido. Um sinal evidente de que ele não tem plena confiança de que teria legenda dentro do grupo liberal. Tanto em razão da anunciada possível candidatura de Damasio, presidente do PL no município, como por conta de antigas desavenças políticas com um dos homens fortes do grupo, Marco Bertaiolli.

E mesmo que Marcos Damasio tenha assegurado, na mesma entrevista a este jornal, que tais divergências foram superadas numa recente reunião entre os dois protagonistas de desencontros passados, Melo parece estar com um pé atrás e, talvez por isso, tenha adiado a sua mudança de partido.

No caso de eventuais surpresas desagradáveis pelo caminho, o ex-prefeito teria uma legenda garantida para ingressar na disputa pela Prefeitura, mesmo sem a força política do grupo ao qual pertence, por suas ligações políticas com Costa Neto. Melo e Costa Neto se entendem. Tanto que nas eleições passadas, foi o presidente do PL que procurou Bertaiolli para convencê-lo a gravar um depoimento em favor do prefeito Melo, quando sua campanha já dava sinais de estar descendo a ladeira.

O mais interessante em todo esse imbróglio é que até agora não se tem qualquer notícia de movimentação dos xerifes do grupo, ao menos para indicar quem teria as maiores chances de ser candidato entre seus aliados. Damasio, Melo ou alguma terceira – ou quarta- via. Algo que tanto pode ser atribuído ao excesso de confiança, do tipo “na hora a gente lança um candidato e ganha a eleição”, à dificuldade para decidir quem é o melhor entre os que surgiram até agora; ou ainda a intenção de buscar a terceira via.

Que pode ser qualquer outro nome, mas dificilmente o de Bertaiolli.

Ele jamais abandonaria o prestígio já alcançado em Brasília por uma candidatura a prefeito. Isso realmente até poderá acontecer, mas bem lá para frente, depois que o político alcançar as metas estabelecidas por ele para sua carreira política.

 

Tradição (1)

Foi dada a largada para mais uma edição de uma das festas religiosas mais tradicionais da cidade, que preserva ainda costumes muito antigos. A centenária Igreja de Santo Ângelo, no distrito de Jundiapeba, volta a festejar o seu padroeiro. No último dia 3, foram iniciadas as rezas de terços nas casas da comunidade.

 

Tradição (2)

No dia 1º de maio, será revivida a tradição da capinação e limpeza geral do terreno em volta do templo feito de taipa de pilão; no dia 5 (sexta), Dia de Santo Ângelo, celebração festiva na igreja: dia 6 (sábado), terço, após carreata com mastro e bandeira do santo; levantamento do mastro , após culto; e 7 (domingo), caminhada dos devotos de Jundiapeba até a igreja, onde haverá rezas antes do afogado, que será servido aos participantes. À tarde, procissão seguida de celebração eucarística pelo frei Gabriel Haamberg. Na segunda (8), o religioso fará uma celebração em homenagem aos colaboradores do evento.

 

Tempo obscuro (1)

“Memórias de um Tempo Obscuro” (Editora Contexto, 208 pág., R$ 49,90) é o novo livro do jornalista e escritor Ricardo Viveiros, colaborador deste jornal e de outras publicações do Brasil e exterior, que reúne artigos onde ele analisa o processo que levou Jair Bolsonaro à presidência da República e de seu período de governo, em que “ele negou a ciência, negligenciou a Covid-19, fez pouco caso da cultura, envolveu-se em escândalos, conspirou contra a democracia e provocou turbulenta e grande polarização entre os brasileiros”.

 

Tempo obscuro (2)

O autor avalia como “bizarro”, o período bolsonarista de governo. “Foi difícil esclarecer aos colegas da imprensa internacional o que significam expressões como mimimi, tchutchuca e, o mais constrangedor, imbrochável”. Um desafio semântico que mostrou-se ainda mais penoso, se considerado o fato de que os estranhos termos foram pronunciados em um País que não pode ser engraçado no contexto de seus problemas, pondera Viveiros, enumerando: “cerca de 700 mil mortos pela Covid-19, mais de 30 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, forte desemprego, violência urbana e rural, preconceitos e discriminações contra negros, mulheres, LGBTQIAP+, indígenas e outros grupos, bem como baixa cobertura e qualidade no ensino e incentivo à cultura, ataques à natureza, elevada carga tributária e altos índices de corrupção”.

 

Candidatura à vista

Nos meios políticos locais, é dada como certa a candidatura a vereador do secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Alessandro Silveira, o Dodô. O formado e pós-graduado em Gestão Empresarial e Empreendedorismo em Serviços pela UMC estaria conseguindo boa visibilidade com a execução de programas como o Mutirão Cidade Bonita, que leva serviços de interesse geral para diferentes localidades da cidade.

 

Caminhada de Ogum

Pelo quinto ano, o grupo Axé Mogi irá realizar, no dia 6 de maio, a partir das 9h30, a Caminhada de Ogum, que reúne adeptos de cultos e religiões de matrizes africanas, numa passeata pelas ruas centrais de Mogi e para uma série de eventos no Largo do Rosário. A concentração acontecerá no Largo Bom Jesus, de onde os fiéis descerão a rua Ricardo Vilela até a Doutor Deodato Wertheimer, e de lá, até a concentração, no Rosário. A homenagem a Ogum (São Jorge, no Catolicismo) deste ano terá as presenças de Pai Élcio de Oxalá e do grupo musical Semente Cristal. O presidente do Axé Mogi, Roberto Sousa, o Pai Roberto de Xangô, convida a todos para participar do evento.

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