Daee dará início à limpeza do rio Jundiaí, em Jundiapeba
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) dará início à limpeza e desassoreamento de um trecho de três quilômetros do rio Jundiaí, localizado entre as proximidades do coletor tronco da Sabesp, entre Santo Ângelo e Jundiapeba, até a avenida das Orquídeas, no distrito de Jundiapeba. Os trabalhos serão executados pela ETC Empreendimento e Tecnologia […]
09/11/2020 12h05, Atualizado há 67 meses
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) dará início à limpeza e desassoreamento de um trecho de três quilômetros do rio Jundiaí, localizado entre as proximidades do coletor tronco da Sabesp, entre Santo Ângelo e Jundiapeba, até a avenida das Orquídeas, no distrito de Jundiapeba. Os trabalhos serão executados pela ETC Empreendimento e Tecnologia em Construção Ltda, que terá prazo de um ano para a realização dos serviços, ao custo de R$ 4,405 milhões.
A obra terá como principal objetivo evitar as cheias do rio Jundiaí, que têm causado sérios problemas para moradores de áreas ribeirinhas, por várias vezes desalojados de suas casas, sempre que uma chuva mais intensa atinge aquela região do distrito de Jundiapeba, banhada pelo rio, que não é dos maiores, mas que acaba por receber uma quantidade muito grande de água durante as chuvas mais fortes. “Por isso, nossa preocupação com o início das obras o mais rápido possível, para que os trabalhos já estejam adiantados quando se aproximar o período das chuvas de verão, que acontecem durante o final e início de ano”, afirma o secretário municipal Daniel Teixeira de Lima, do Verde e Meio Ambiente de Mogi das Cruzes.
No último final de semana, a Secretaria mogiana aprovou o licenciamento ambiental para três áreas denominadas de “bota-espera”, que são espaços onde as máquinas que irão trabalhar na dragagem deverão depositar os resíduos retirados do rio para que eles sequem e possam ser transportados, em caminhões, para aterros especialmente licenciados para receber tais detritos.
Antes da destinação final, esses materiais são submetidos a análises químicas para que sejam classificados de acordo com os tipos de resíduos, inclusive para avaliar se existe algum tipo de contaminação, o que indicará o tipo de aterro para onde serão encaminhados.
As três áreas estarão localizadas, respectivamente, nas proximidades da divisa com o Jardim Aeroporto, junto ao coletor da Sabesp; uma outra mais próxima de Jundiapeba e a terceira, um pouco antes da antiga fábrica da Coca-Cola, ao lado da Mogi-Suzano (SP-66).
Enchentes
Segundo o secretário Daniel de Lima, já se passaram mais de 10 anos sem que tenha sido feita uma limpeza e desassoreamento do leito do rio Jundiaí, o que explica a facilidade com os transbordamentos e invasão de áreas ribeirinhas sempre que acontece uma chuva mais forte.
E foi justamente depois das fortes chuvas do ano passado, que desalojaram várias famílias, cujas casas foram invadidas pelas águas do rio, que a Prefeitura intensificou as cobranças que já vinham sendo feitas há tempos para que o DAEE determinasse a limpeza do Jundiaí. E foi assim que, no dia 18 de março de 2019, o secretário de Estado, Marcos Penido, de Infraestrutura e Meio Ambiente, esteve visitando a Prefeitura de Mogi, antes de participar de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), oportunidade em que ele foi cobrado pelo prefeito Marcus Melo (PSDB), de Mogi e pela entidade para que as obras fossem apressadas.
Com o aval do Comitê de Bacia do Alto Tietê Cabeceiras, o governo deu início a um longo e demorado processo burocrático para aprovar a obra, conseguir recursos e abrir concorrência pública para contratar a empresa que ficaria responsável pela obra, como relata o secretário Daniel de Lima.
Definidas todas essas etapas, ainda faltava o licenciamento ambiental para as áreas de “bota-espera”. O pedido chegou à Secretaria do Meio Ambiente de Mogi, que agora tem autorização para emitir tais licenciamentos, na última quarta-feira. E na sexta-feira, as licenças já haviam sido expedidas.“Tudo para que as obras pudessem ser iniciadas o mais rapidamente possível”, diz o secretário.
A partir de hoje, espera-se que cheguem ao local das obras os primeiros maquinários da empresa ETC, que ficará encarregada de dar andamento aos trabalhos. A fiscalização do andamento do cronograma e da qualidade dos serviços estará a cargo de técnicos do Daee.
Com a chegada das máquinas, terá início a fase inicial das obras que consiste na batimetria e retirada de parte do lodo do fundo do rio. A batimetria consiste numa avaliação da profundidade de cada trecho do rio a ser limpo. Esse estudo deverá calcular, segundo o secretário, a quantidade total de dejetos que deverá ser retirada do interior do Jundiaí.
Questionado se o trecho a ser limpo e desassoreado não seria pequeno demais para que os serviços tivessem prazo de um ano para serem concluídos, o secretário garantiu que o trabalho será “suficiente para não encher mais aquela área do distrito de Jundiapeba”.
Segundo Daniel de Lima, o trabalho alcançará justamente a parte do rio onde acontecia o estrangulamento da vazão e, por tabela, causava as inundações