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DAEE promete estudar limpeza do trecho urbano do rio Tietê, em Mogi

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) prometeu estudar a possibilidade de inclusão do trecho urbano do rio Tietê, que corta Mogi das Cruzes, no projeto de desassoreamento que teve início no mês passado e compreende apenas a extensão entre o Córrego do Sabino, em Biritiba Mirim, e a ponte da avenida João XXIII, […]

Por O Diário
07/03/2022 16h34, Atualizado há 54 meses

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) prometeu estudar a possibilidade de inclusão do trecho urbano do rio Tietê, que corta Mogi das Cruzes, no projeto de desassoreamento que teve início no mês passado e compreende apenas a extensão entre o Córrego do Sabino, em Biritiba Mirim, e a ponte da avenida João XXIII, no distrito de César de Souza, em Mogi. Outra alternativa, também a ser analisada, mas que demandaria mais tempo, seria abrir novo processo licitatório para a realização da limpeza na área urbana do manancial no município.

O pedido de desassoreamento do trecho do rio entre a avenida da João XXIII, em César, e a foz do Ribeirão Ipiranga, no Rodeio, foi apresentado ao superintendente do DAEE, André Loducca, por lideranças da cidade, em reunião nesta segunda-feira (7), na capital paulista, que contou com a presença do presidente do Instituto Cultural e Ambiental Alto Tietê (Icati), José Arraes, do deputado estadual Marcos Damasio (PL), do secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, André Saraiva, e do representante do bairro do Mogilar, Luís Leonel.

“Não fomos lá em contraposição aos pontos já tinham sido decididos junto com a Prefeitura para limpeza do rio, mas para mostrar que, apenas esses pontos, geram simplesmente um buraco na calha e não facilitam a vazão necessária, já que o Tietê é um rio de planície e não tem correnteza e nem vazão. Mostramos o trecho que também gostaríamos que fosse desassoreado, entre a ponte da João XXIII até a foz do Ribeirão Ipiranga. A batimetria mostra que há um desassoreamento razoável neste trecho, que é relativamente pequeno, com seis quilômetros, mas extremamente habitado e que nunca foi desassoreado. O que chegou mais próximo, em 1997 e 1998 foi o trecho da ponte do SUS (Hospital Luzia de Pinho Melo)”, explica Arraes, destacando que a limpeza é necessária a cada dois anos.

Ainda de acordo com Arraes, a proposta é que o serviço seja realizado ainda este ano, por isso, propôs a inclusão do trecho urbano nas obras do lote 4,5, que atende Biritiba Mirim. Segundo o presidente do Icati, como a empresa já está iniciando os trabalhos no local, a logística para atender Mogi seria mais fácil e rápida. “A ideia seria fazer um aditivo no contrato da empresa responsável pela obra, para contemplar este trecho de seis quilômetros, mas envolve consultar o Fehidro. Esta alternativa iria facilitar porque a empresa está instalada, já trouxe trouxe o maquinário e engenheiros para fazer este serviço, então, o custo seria muito menor”, destaca Arraes.

O superintende do DAEE também anunciou ao grupo que o governo destinou R$ 90 milhões no Programa Rios Vivos para desassorear 3 mil quilômetros de rios e córregos no estado de São Paulo e um novo projeto dentro deste programa seria outra alternativa. Ainda há a possibilidade de abertura de novo processo de desassoreamento exclusivamente para o trecho urbano, envolvendo novos recursos do DAEE ou do Fehidro, mas levaria mais tempo. “Neste caso, o serviço não aconteceria este ano, porque o processo licitatório não ocorre em menos de seis meses, e nisso já chegaríamos ao final do ano, entrando no próximo verão, época imprópria para este tipo de trabalho”, completa o presidente do Icati.

Na avaliação de Arraes, a reunião foi produtiva e a expectativa de que a reivindicação seja atendida é bastante positiva. “O superintendente do DAEE se mostrou favorável ao nosso pedido. Acredito que tudo terá andamento o mais rápido possível. Pedimos também ao deputado Damásio para que fizesse contato com o superintendente e outros envolvidos pedindo prioridade ao nosso desassoreamento. Ele disse que tem proximidade com o vice-governador (Rodrigo Garcia), que por sinal vai assumir a governância do Estado porque o atual, João Doria, terá que se descompatibilizar, e pedirá a ele que solicite ao DAEE para priorizar o nosso pedido”, conclui Arraes.

O deputado estadual Marcos Damasio (PL), que intermediou a reunião, disse que o sinal de alerta para a necessidade de intervenções no trecho, de aproximadamente seis quilômetros, veio com a recente enchente que atingiu o Mogilar, como há muitos anos não ocorria. “Se não buscarmos uma solução agora, a situação só vai piorar e não podemos deixar que isso aconteça, seria um retrocesso. Muito em breve, o DAEE nos dará uma resposta sobre qual o melhor caminho. O governo vem fazendo desassoreamento em vários trechos do rio Tietê, inclusive na nossa região, e o fato de estarem abertos a receber as nossas propostas mostra o quanto eles querem ser assertivos nas intervenções”, concluiu Damasio.

Procurada por O Diário, a assessoria de imprensa do DAEE disse não ter informações sobre a reunião entre o superintendente e lideranças de Mogi, mas confirmou que foram iniciados, em fevereiro de 2022, os serviços de desassoreamento e remoção de vegetação macrófita no trecho de aproximadamente 4.950 metros do Rio Tietê, a partir do Córrego Sabino, até a ponte da avenida João XXII, em Mogi das Cruzes. “Atualmente, as máquinas realizam o desassoreamento no bairro Vila Oliveira. Os trabalhos devem ser concluídos em nove meses e a estimativa é remover cerca de 52,4 mil metros cúbicos de sedimentos para a melhoria da capacidade de escoamento do canal. No total, serão investidos R$ 11,8 milhões, provenientes do Fehidro e DAEE”, trouxe a nota enviada pelo DAEE.

 

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