De 2020 a 2022, Alto Tietê teve 4 casos confirmados de febre maculosa e 2 mortes
Antes do surto ocorrido em Campinas, neste ano, de 2020 a 2022, as cidades do Alto Tietê registraram dois óbitos por febre maculosa e quatro casos confirmados da doença. Um levantamento encaminhado pela Secretaria Estadual de Saúde a O Diário mostra que entre 2020 e 2023, duas pessoas morreram em função da zoonose que é […]
23/06/2023 19h38, Atualizado há 37 meses
Antes do surto ocorrido em Campinas, neste ano, de 2020 a 2022, as cidades do Alto Tietê registraram dois óbitos por febre maculosa e quatro casos confirmados da doença.
Um levantamento encaminhado pela Secretaria Estadual de Saúde a O Diário mostra que entre 2020 e 2023, duas pessoas morreram em função da zoonose que é transmitida pelo carrapato: uma em Santa Isabel e a outra em Guararema. Em Mogi das Cruzes, há um conflito de informação: a Prefeitura afirma que o último caso confirmado da doença ocorreu em 2009; porém, a pasta estadual afirma que houve um registro positvo na cidade em 2020.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirma que em três anos ocorreram 4 casos de febre maculosa em cidades do Alto Tietê: um em Mogi das Cruzes (2020), um em Santa Isabel (2020) e dois em Guararema (um em 2021 e um em 2022).
Neste período, foram registrados dois óbitos na região, sendo um em Santa Isabel (2020) e um em Guararema (2021).
Hoje
Nas últimas semanas, após a confirmação de um surto na Fazenda Santa Margarida, em Campinas, as prefeituras do Alto Tietê monitoram casos suspeitos da cidade. Na região, as cidades de Santa Isabel e Guararema aguardam resultados laboratoriais sobre 9 casos suspeitos de febre maculosa. Os pacientes estão com o quadro de saúde controlado.
Em Guararema foram 8 casos suspeitos, sendo três negativos, e o restante, aguarda o resultado dos exames (veja nota da Prefeitura de Guararema, abaixo).
A Prefeitura adota medidas de controle e de prevenção com o manejo clínico e ambiental, e a conscientização da população sobre os cuidados que devem ser tomadas com animais e diante do encontro de carrapatos – lembrando que nem todos os carrapatos estão infectados com a bactéria que transmite a febre maculosa.
Recomendação
A recomendação aos moradores é atenção aos sinais da doença e a procura pelo médico, caso tenham tido contato com animais que são potenciais vetores da doença que é transmitida pelo carrapato infectado que pode ser encontrado em espécies como o cachorro doméstico, que circule em regiões de mata, além de capivaras, cavalos e bois.
Lembrando que a febre maculosa é uma doença endêmica na região Sudeste do país, por isso é recomendável atenção com o uso de repelente e roupas (camisetas de manga e calça comprida) quando as pessoas frequentam áreas de mata e campo.
CONFIRA reportagem sobre os sintomas da febre maculosa.
A nota da Prefeitura de Guararema:
“Em 2021, Guararema teve três casos confirmados de febre maculosa, e um em 2022. Em 2023, até o momento não houve casos confirmados como positivos. Atualmente são oito casos suspeitos notificados, sendo três negativos e cinco aguardando resultado. Nenhum deles esteve em Campinas, e todos os pacientes encontram-se em casa, medicados, monitorados e em excelente estado de saúde.
A Prefeitura de Guararema trabalha de maneira contínua em relação a conscientização da população, que é orientada, por meio de materiais digitais, impressos e placas sobre os cuidados com a doença e também sobre não interagir, alimentar ou acariciar animais silvestres como as capivaras, que assim como os animais domésticos, como cachorros, gatos e cavalos, podem agir como hospedeiros de carrapatos, transportando-os em seus corpos. Além disso, a administração municipal faz o monitoramento dos possíveis casos de febre maculosa, seja na divulgação por panfletos ou por rede social, seja no atendimento médico, com notificação de caso suspeito, seja no monitoramento e vigilância contínua do caso até o fechamento do diagnóstico.
Também por intermédio da Secretaria de Saúde, a administração municipal vem desde outubro de 2021 intensificando os trabalhos de enfrentamento da febre maculosa em quatro grandes áreas:
– Manejo clínico com atualização do protocolo médico de notificação, tanto na Santa Casa como nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com fluxo assistencial definido, procedimentos laboratoriais de investigação da doença, aquisição e dispensação de antibiótico adequado;
– Manejo ambiental através da capacitação da equipe de zoonoses para coleta, identificação dos carrapatos nos locais com casos suspeitos, realização de visita casa a casa, com panfletagem em áreas com casos suspeitos levando informações relevantes à população. Todo esse processo deu-se em parceria com a SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo), com especialistas que acompanhavam e acompanham o município durante todo esse processo. Outra ação da prefeitura foi a implantação de barreiras físicas nas praças da Ilha Grande para contenção da população de capivaras, não permitindo mais o acesso delas a esses espaços.
– Na área de comunicação, houve trabalho com produção de peças publicitárias divulgadas amplamente em redes sociais, elaboração de panfletos educativos à população, bem como o projeto de sinalização com placas em locais de risco.
– A Vigilância em Saúde realiza todo o monitoramento, desde a notificação dos casos suspeitos, o acompanhamento dos casos clínicos, com garantia das coletas de exames laboratoriais até o fechamento do caso”.