Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Deputados e políticos dizem não ao pedágio e denunciam “caça-níquel”

Um ato político reúne deputados, prefeitos e vereadores nesta manhã de domingo (16), no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra. Entre as propostas defendidas estão ações judiciais contra o edital de concessão das rodovias litorâneas, medidas legais que visam negar as autorizações necessárias para a instalação das praças de pedágio, e a criação de frente parlamentar, […]

Por O Diário
16/05/2021 10h39, Atualizado há 63 meses

Um ato político reúne deputados, prefeitos e vereadores nesta manhã de domingo (16), no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra. Entre as propostas defendidas estão ações judiciais contra o edital de concessão das rodovias litorâneas, medidas legais que visam negar as autorizações necessárias para a instalação das praças de pedágio, e a criação de frente parlamentar, com deputados estaduais. Os políticos afirmaram que o Alto Tietê não vai tolerar a instalação de um “caça-níquel” na região.

São medidas planejadas para tentar derrubar os pedágios, já descritos no edital de concessão das estradas litorâneas lançado na sexta-feira (14) pelo Governo do Estado.

Veja aqui o detalhamento do edital de concessão das rodovias litorâneas.

O protesto nesta manhã de domingo foi convocado pelo prefeito Caio Cunha (PODE). Dezenas de lideranças se manifestam contra a instalação dos dois pedágios propostos pelo Governo do Estado na Mogi-Dutra e na Mogi-Bertioga.

Um minuto de silêncio, em homenagem ao prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que faleceu na manhã de hoje, abriu a manifestação dos políticos, que apresentaram os argumentos da cidade e região, contrários à cobrança do pedágio..

Os participantes prometem definir a estratégia administrativa e judicial contra os pedágios, que a Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) promete ser fracionado.

O prefeito Caio Cunha disse que já acionou a Procuradoria Jurídica da Prefeitura, para que medidas cabíveis sejam tomadas contra essa o projeto. “Vamos enfrentar de peito aberto essa luta”, disse o prefeito, destacando que a cidade não vai concordar de forma alguma com isso. “Garanto que em Mogi não vai ter pedágio. Vamos unir forças políticas, entidades de classe e a sociedade civil, e adotar medidas judiciais contra  projeto da Artesp “, frisou

Caio havia afirmado anteriomente que não concederia as licenças e autorização, já solicitadas pelo Governo do Estado, para tocar obras em vias municipais, como a Estrada do Evangelho Pleno, a popular Estrada do Pavan, e as demais avenidas que integram a Via Perimetral, até a Mogi-Bertioga.

Caça-níquel

O deputado federal Marco Bertaiolli, por sua vez, lembrou que a defesa por Mogi das Cruzes, Arujá e as demais cidades do Alto Tietê, será intransigente, e que já estão sendo programadas várias ações judiciais contra a Artesp.

Ele lembrou que a cidade diz “não ao pedágio” desde que foi apresentado o projeto de instalar uma praça de cobrança em Mogi, no projeto de duplicação da Rio-Santos. “Nós nos posicionamos claramente contrário, e tínhamos a palavra da Artesp, de diretores da Artesp, de que isso não aconteceria”, o que não foi cumprido.

Arujá

O prefeito de Arujá, Luís Antonio de Camargo, que vem utilizando as redes sociais, desde o final de semana, contra o pedágio, foi quem propôs, a união de forças e afirmou que o pedagio vai bloquear a região, comprometendo a mobiliadade dos moradores de cidades que precisam ir para Mogi das Cruzes, para estudar, fazer tratamentos médicos preventivos e de urgência, entre outras situações que envolvem os dois municípios atendidos pela Rodovia Mogi-Dutra..

Os vereadores de Mogi das Cruzes, além dos deputados Marcos Damásio, da cidade, e Estevam Galvão de Oliveira, também participaram do lançamento dessa frente regional contra o pedágio em Mogi.

 

Reuniões

O deputado Marcos Damásio (PL) lembrou as reuniões com autoridades do Governo do Estado, como o vice-governador Rodrigo Garcia. “Eu disse ao governador Doria que a intenção de comprar uma luta com Mogi das Cruzes era um suicídio eleitoral. Nós não podemos esperar dos burocratas da Artesp, que não têm compromisso com o povo. Quando você fala em um investimento de R$ 3 bilhões, enchem os olhos, mas não leva em conta os interesses da população?”.

Outro argumento, destacou Damásio, é que não há o que mais ser feito em termos de melhorias e obras na rodovia Mogi-Dutra, motivo pelo qual não se justifica a inclusão de Mogi das Cruzes na concessão das rodovias litorâneas”.

Ele também aponta os prejuízos à indústria, comércio e agricultura, e ao futuro de Mogi das Cruzes. Diversas lideranças setoriais e associativas marcaram presença no evento.  

O líder do Movimento Pedágio Não, Paulo Boccuzzi,  foi o último a se pronunciar a respeito, destacando os prejuízos e impactos negativos desse plano do Estado para toda a região. 

 

 

 

 

Mais noticias

8 signos que poderão ter surpresas no amor em agosto

Suzano recebe a 5ª Parada LGBTQIA+ neste domingo; veja a programação

Vai preparar salmão? Veja 3 receitas deliciosas para o fim de semana

Veja Também