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Desejo de comprar e o comércio em transformação são realidades em Mogi

Desde meados deste ano, quem passa por eixos de compra de Mogi das Cruzes – tanto no miolo central centenário e mais tradicional quanto nas bordas onde corredores de comércios se fortalecem há alguns anos nos distritos -, assim como a presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Fádua Sleiman, observa a abertura de […]

Por O Diário
03/12/2021 18h32, Atualizado há 57 meses

Desde meados deste ano, quem passa por eixos de compra de Mogi das Cruzes – tanto no miolo central centenário e mais tradicional quanto nas bordas onde corredores de comércios se fortalecem há alguns anos nos distritos -, assim como a presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Fádua Sleiman, observa a abertura de novas lojas e negócios com focos amparados nos hábitos de consumo cultivados desde o ano passado, com o início da pandemia.

Um dos que mais cresce, conta ela, é o nicho de games, computadores e outros objetos que atualizam o mix de produtos tecnológicos que o consumidor passou a utilizar para trabalhar e no lazer por causa do isolamento. Só no centro, ela contou nove negócios de games. 

Outra injeção de expectativa no setor está na percepção de que o consumidor, neste final de ano, está com o “desejo de comprar e de sair”. 
E, de olho nesse tópico, estão em efervescência endereços nas áreas de vestuário, calçados, pontos de café, alimentação, aparelhos celulares, e outros. 

Segundo ela ainda, outro braço em expansão – até, por ter ficado completamente fechado durante o pico das ondas de Covid-19, é o dos restaurantes, lanchonetes, docerias, bares e outros estabelecimentos que estão conseguindo, agora, atender um maior número de pessoas.
Segundo Fádua, esses empreendimentos miram uma marca de consumo atual. Endereços têm o aluguel e despesas divididos para receberem produtos e serviços agregados. 

“O associativismo se tornou mais presente e garante algo que o consumidor também procura, a oportunidade de, ao mesmo tempo, ter serviços como os de estética e um ponto de café e de vestuário”. A ideia é agregar valor para o cliente que busca uma experiência de consumo diferenciada, e também reduzir os custos para o lojista ou prestador de serviços.

O fim da reclusão total deverá possibilitar vendas na casa dos 10%, ou até 12%, em determinados setores.

A crise sanitária e financeira provocou uma mudança mensurada pela Associação Comercial. “O comerciante buscou a capacitação e a possibilidade de conhecer outros meios de venda, em conjunto. Nós tivemos, por exemplo, um aumento da base de associados.

Com a média de ampliação de contratações temporárias para as semanas de maior movimentação de compras, antes do Natal e  Ano Novo, o setor também está preocupado com outro fenômeno acentuado na pandemia e no uso dos serviços online para compra e venda.

“O lojista precisa entender que o consumidor mudou o comportamento de compra, ele não está comprando mais de uma única forma, ele é mais exigente e menos fiel. Quer produtos novos, atenção e um produto qualificado. Se encontra, por exemplo, dificuldade para trocar um produto com algum problema, ele não volta mais. O desafio é despertar o interesse para que ele volte e faça nova compra”, exemplifica.

Cursos e capacitações para entender o que leva o consumidor a decidir comprar em um local, e não em outro, são ofertados na entidade mogiana.
Questão preocupante está no aumento do endividamento, o que restringe o poder de compra. “Por isso, o comércio precisa favorecer a negociação, sempre”, indica. Por último, a esperança de Fádua é de acerto nas políticas econômicas em 2022. “Com mais pessoas vacinadas, precisamos seguir em frente”.

 

Novos negócios estão em alta

Carla Olivo – Repórter

As restrições da pandemia, com a inserção do home office e das aulas remotas no cotidiano das famílias,  além do lockdown e do receio de sair de casa, são responsáveis pelas mudanças no perfil do consumo. A avaliação é do economista Arcílio Ruzzi Filho, que destaca os serviços delivery de refeições, vestuário, papelaria, supermercados, entre outros produtos, assim como os comércios relacionados à internet como os que mais se adaptaram à nova realidade e que serão ainda mais aprimorados.
“Quando a economia está boa, a tendência é crescer do dia para a noite, mas quando ela é estancada, como aconteceu com o lockdown, ela cai e para subir de novo leva tempo. As pessoas se reinventaram e alguns hábitos de consumo não voltarão como antes e serão ainda mais reforçados”, explica o profissional.

Ele também enfatiza a vinda de grandes redes para a cidade. “Todas fazem um estudo antes de definir novos investimentos e decidem se instalar em cidades e regiões com potencial, como é o caso de Mogi das Cruzes”, considera. 

 

Grandes redes apostam em Mogi

Carla Olivo – Repórter

Além de novos setores de comércio surgidos durante a pandemia, Mogi das Cruzes está na mira de grandes redes que apostam no potencial da cidade para instalação de suas unidades. 

É o caso do restaurante Outback Steakhouse, com expectativa de inauguração no próximo ano, no boulevard do Mogi Shopping, próximo ao parque de diversões. 

Com inspiração na Austrália, o restaurante é famoso pelos cortes de carnes especiais e aperitivos icônicos como a Bloomin’ Onion, cebola gigante e dourada, além da Ribs On The Barbie, costela preparada em chama aberta, marinada com um mix de temperos, e servida com as Cinnamon Apples. Ao todo, são 122 unidades no Brasil, presentes em 16 estados e no Distrito Federal.

O centro de compras, que neste ano completa três décadas de funcionamento, também recebeu recentemente a padaria portuguesa D’Belém, conhecida pelos tradicionais pastéis B.LEM – eleito o melhor de São Paulo pela Veja SP -, e oferece ainda massas folhadas, brioches e clássicos da gastronomia de Portugal.

Outra rede que investe em Mogi é a Swift, com grande variedade de cortes especiais bovinos, aves, pescados, suínos e demais complementos para churrasco. Além da unidade do Parque Monte Líbano, o grupo abriu recentemente uma loja no Nova Mogilar e ampliou sua atuação em hipermercados da cidade.

A rede de farmácias Ultrafarma também se expande pela cidade, atendendo inclusive os bairros. Novas unidades da Drogaria São Paulo e da Drogasil também são vistas emMogi, além do grupo mogiano Kobayashi, que recentemente abriu nova farmácia na avenida Riccieri José Marcatto, em César de Souza.

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