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Diego Capua assina carta de número 50 contra o pedágio

Apesar de muitas justificativas (para instalar o pedágio em Mogi das Cruzes), nenhuma dá sustentação a essa malfadada obra.  Esse é um dos alertas do advogado Diego Capua a carta assinada por ele e endereçada ao governador João Doria, na edição de hoje. Já são 50 publicações da série iniciada por O Diário e que […]

Por O Diário
15/07/2021 15h11, Atualizado há 61 meses

Apesar de muitas justificativas (para instalar o pedágio em Mogi das Cruzes), nenhuma dá sustentação a essa malfadada obra.  Esse é um dos alertas do advogado Diego Capua a carta assinada por ele e endereçada ao governador João Doria, na edição de hoje.

Já são 50 publicações da série iniciada por O Diário e que abre espaço a lideranças e moradores na discussão sobre a  implantação de uma praça de cobrança  no projeto de concessão das rodovias litorâneas na rodovia Mogi-Dutra. As publicações não têm qualquer  interferência editorial deste jornal que não apoia a instalação de um pedágio que irá afetar a economia e o futuro de Mogi.

Excelentíssimo Senhor Governador,

Acompanhando sua carreira na administração pública, creio que, recebendo em mãos todas as manifestações quanto ao pedágio que equivocadamente estão impondo a população Mogiana, referida medida será imediatamente cancelada, posto que, supondo serem verdadeiras as suas palavras sobre a democracia e respeito ao cidadão, V. Ex. ª identificará que a instalação deste dispositivo não é aceita pela população, posto se tratar de algo que apenas prejudicará todos que residem não em Mogi e em todo Alto Tietê.

Diferente de outras vias da região, a nossa Mogi-Dutra é uma via local, utilizada em majoritariamente pelos trabalhadores da cidade e região, os quais precisam dela para atingir o distrito industrial ou mesmo outras vias pedagiadas que levam a capital e demais cidades próximas, além, é claro, de inúmeros moradores que residem em áreas mais carentes, os quais precisam, e muito, se utilizar da via para terem um rápido acesso ao centro de nossa cidade.

Apesar de muitas justificativas, nenhuma dá sustentação a essa malfadada obra. Dizem que a população poderá utilizar vias alternativas para não ficar ilhada, mas, impor que um cidadão que hoje pode acessar o centro administrativo de sua cidade em no máximo 20 minutos uma a mudança para caminhos, alguns não pavimentados, que aumentam a viagem em ao menos 1 hora é relegar uma parcela da população algo que afronta a igualdade e o direito de ir e vir. Muitos não têm condições de arcar com os custos da viagem que será acessar algumas áreas da cidade e nem mesmo para pagar o pedágio.

Na realidade a justificativa é uma só: o Mogiano é a galinha dos ovos de ouro, pois, precisa usar a rodovia e, por isso, a ele vão impor uma tarifa equivalente a 67km, para que utilize apenas 7km. O lucro é certo para alguns e o prejuízo imensurável para a maior parte da população.

Nossos cidadãos já são achacados por pedágios em várias vias e muitos estão combalidos pelos altos preços dos combustíveis, mas, principalmente, sofrem todos os efeitos negativos de uma administração que prometeu zelar pela mudança na nefasta política de tributos, mas, com argumentos espúrios, não pensou duas vezes majorá-los, fazendo mais uma vez a população pagar as contas de uma administração pública ineficiente. Sim, Exmo. Governador, o Povo não suporta mais tirar de seu bolso infindáveis quantias para sustentar a máquina pública e a tarifa de pedágio é apenas mais uma forma de tirar renda do trabalhador que já paga pelas obras através dos tributos.

Por isso e para não me alongar mais peço apenas que V. Ex.ª relembre que nossa Constituição diz que “o poder emana do povo e em seu nome será exercido” e, ciente disso, possa fazer valer o desejo de nosso povo que é simples: Não queremos mais um pedágio!

Diego Capua, advogado

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