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Diretores da Santa Casa vão a manifestação em Brasília para exigir mais verbas do SUS

Representantes da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes participaram, nesta semana, em Brasília, do Dia D Nacional da Saúde, um ato público realizado em frente ao Congresso Nacional visando chamar a atenção dos parlamentares e demais autoridades para a situação delicada em que se encontram as santas casas e hospitais filantrópicos em razão, […]

Por O Diário
10/12/2021 15h44, Atualizado há 57 meses

Representantes da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes participaram, nesta semana, em Brasília, do Dia D Nacional da Saúde, um ato público realizado em frente ao Congresso Nacional visando chamar a atenção dos parlamentares e demais autoridades para a situação delicada em que se encontram as santas casas e hospitais filantrópicos em razão, principalmente dos baixos repasses do Sistema Único de Saúde, o SUS, pelos serviços prestados. 

O provedor José Carlos Petreca e o diretor financeiro Moacir Teixeira representaram a instituição de Mogi na manifestação programada pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB). Os dois foram recepcionados, em Brasília, pelo deputado federal mogiano, Marco Bertaiolli (PSD-SP) e se mostraram impressionados com o atendimento que lhes foi oferecido pelo parlamentar, também empenhado na busca de soluções para os problemas das filantrópicas.

Bertaiolli participou de uma reunião fechada do presidente da Confederação, Edson Rogatti, com parlamentares representantes da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. Na oportunidade, Rogatti deu detalhes das graves dificuldades enfrentadas por estas instituições e mostrou dados atualizados do setor, apontando uma dívida crescente do SUS com as entidades sem fins lucrativos, que já ultrapassa R$ 21 bilhões.

Mais do que isso, destacou o representante da CMB, é necessário o empenho e apoio dos parlamentares para que o governo atente para determinadas questões, como o impacto financeiro que as entidades irão sofrer, caso venha a ser aprovado o projeto de lei nº 2564, de 2020, que cria um piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de parteiras. O setor, segundo foi informado, não é contra tal medida, considerada justa para beneficiar essas categorias profissionais que exerceram um importante papel durante a pandemia e que têm vital importância no funcionamento dos hospitais e santas casas. Só que se não houver uma contrapartida do governo, via Ministério da Saúde, muitas das entidades correm o risco de conseguirem arcar com seus compromissos, tal é a defasagem entre o que recebem do governo e o valor real dos serviços por elas prestados.

“Fomos reivindicar que a força dos parlamentares, especialmente os deputados e senadores, seja carreada para que consigamos aumentar o valor da tabela SUS que é repassado para pagar pelo trabalho prestado aos nossos pacientes. Junto com a Federação e Confederação, representantes de hospitais e santas casas de todo o País mostraram a dura realidade enfrentada por todos e pediram ajuda para reverter essa situação”, contou Moacir Teixeira.

Os mogianos ficaram agradecidos com o atendimento e o “apoio muito grande” que, segundo Teixeira e Petreca, lhes foram prestados pelo deputado Bertaiolli e seus assessores, durante a permanência deles em Brasília. Petreca e Teixeira chegaram a acompanhar Bertaiolli numa reunião com seu colega de partido da Bahia, deputado federal Antonio Britto, junto com a Frente Parlamentar, para buscar a rápida aprovação do projeto de lei nº 1417/ 2021, que prevê um auxílio emergencial do governo para santas casas e hospitais filantrópicos, no valor aproximado de R$ 2 bilhões que serão distribuídos entre entidades de todo o País, como uma forma de complementar os escassos recursos repassados pelo SUS durante o exercício de 2021 e auxiliar no funcionamento das unidades. 

As previsões mais otimistas indicam que esses recursos poderão ser liberados ainda este ano.

“E é isso que todos nós estamos esperando, pois nossa situação não é nada fácil; estamos realmente enfrentando sérias dificuldades para manter a qualidade do atendimento aos nossos pacientes e somente o apoio político de deputados como Bertaiolli, realmente empenhados numa solução para tais problemas, poderá nos ajudar”, afirmou Petreca.

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