Diretoria Executiva do Instituto Dona Placidina também será alterada
O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luis Stringhini, confirmou na tarde deste domingo (11) a O Diário que também será alterada a composição da diretoria executiva do Instituto Dona Pladicina antes do início do segundo semestre. Mudanças na diretoria pedagógica também estão sendo definidas, após a demissão da irmã Elena Ramos Bonfim, […]
11/07/2021 19h41, Atualizado há 61 meses
O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luis Stringhini, confirmou na tarde deste domingo (11) a O Diário que também será alterada a composição da diretoria executiva do Instituto Dona Pladicina antes do início do segundo semestre. Mudanças na diretoria pedagógica também estão sendo definidas, após a demissão da irmã Elena Ramos Bonfim, que atuava na tradicional escola católica, que assiste cerca de 1,7 mil alunos.
O desligamento de irma Elena provocou forte reação entre alunos e ex-alunos. Segundo dom Pedro, as definições estão sendo conduzidas em encontros coordenados realizados pela Diocese e coordenados por ele, que preside o Conselho Curador da unidade, integrantes de diretoria executiva e a Congregação das Irmas Ursulinas do Sagrado Coração.
Os novos nomes dos integrantes das duas diretorias, executiva e pedagógica, devem ser divulgados nos próximos dias, de acordo com o bispo diocesano. Há uma expectativa sobre quem deverá presidir os dois núcleos executivo e pedagógico.
O Diário obteve a informação que uma manifestação do Ministério Público, na sexta-feira, após denúncia sobre as alterações no comando da instituição, teria determinado a mudança na diretoria executiva. Ela é presidida pelo padre João Paulo da Silva, que também é o orientador espiritual da Festa do Divino de Mogi das Cruzes e pároco da igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Vila Industrial.
Dom Pedro afirmou neste domingo (11) que desconhece tal informações sobre o processo no MP, porém, admitiu que se a Promotoria Pública se manifestar e “se determinar algum procedimento, claro, cumpriremos”.
Desde o junho, a demissão de irmã Elena e duas outras professoras causa polêmica pela interrupção de um relacionamento antigo.
As religiosas conduziam a escola desde os anos 1970; a congregação italiana foi fundada em Mogi das Cruzes em 1º de maio daquele ano, pelo primeiro bispo diocesano, dom Paulo Rolim Loureiro, e as primeiras freiras que aqui chegaram.
Desde então, o grupo administra o Placidina, obtendo resultados reconhecidos na educação de crianças e jovens na escola que mescla alunos bolsistas e não bolsistas, e possui 9 unidades.
A saída de irmã Elena provocou reações nas redes sociais em defesa do trabalho e permanência da profissional na instituição, mas também críticas sobre o rigor de suas decisões administrativas.
Há uma petição online, iniciada pelo jornalista Chico Ornellas, que pede a manutenção das irmãs ursulinas na condução da escola, onde milhares de mogianos já estudaram.
Dom Pedro ainda não concedeu uma entrevista sobre o assunto, embora afirme que após a administração desse conflito, as informações serão divulgadas.
A Congregação das Irmãs Ursulinas tem sede no Conjunto Santo Ângelo, onde também desenvolve o atendimento a crianças e jovens, no contraturno da escola.