Drive thru do Pró-Hiper volta a registrar filas
As filas de veículos comuns no início da campanha de vacinação contra a Covid-19, que chegaram a superar cinco horas de espera nos primeiros meses de imunização na cidade, voltaram a ser registradas no drive thru da área do Pró-Hiper, no Mogilar nesta quarta-feira (16), quando teve início a vacinação de pessoas com idades entre […]
16/06/2021 16h05, Atualizado há 62 meses
As filas de veículos comuns no início da campanha de vacinação contra a Covid-19, que chegaram a superar cinco horas de espera nos primeiros meses de imunização na cidade, voltaram a ser registradas no drive thru da área do Pró-Hiper, no Mogilar nesta quarta-feira (16), quando teve início a vacinação de pessoas com idades entre 50 e 59 anos, sem comorbidades.
O grande movimento de veículos também foi observado no drive thru montado no Centro Esportivo da Associação Cultural de Mogi das Cruzes, o Bunkyo, no bairro da Porteira Preta.
A alta procura pela imunização por parte do público desta faixa etária também provocou instabilidade no sistema Clique Vacina, do site da Prefeitura de Mogi das Cruzes, que chegou a ficar fora do ar em vários momentos do dia de hoje (16).
Na terça-feira (15), a demanda foi tanta, com cerca de 11 mil acessos simultâneos, que a administração municipal decidiu suspender o agendamento cerca de duas horas e meia após a abertura, retomando nesta quarta-feira (16), pela manhã, com escalonamento de horário de acordo com a idade.
Apesar da mudança, muita gente não conseguiu fazer o agendamento. Foi o caso da administradora de empresas Wilma Nogueira, 60 anos, já foi vacinada, mas estava tentando marcar a dose para o marido, João Souza Nogueira, 58 anos, desde a manhã desta quarta-feira (16), sem sucesso. “Fiquei mais de quatro horas na frente do computador e não conseguiu. Acabei desistindo e vou começar a tentar de novo nos próximos dias”, contou ela, que também teve a ajuda dos dois filhos para tentar marcar o dia e horário para João ser vacinado. “Fizemos uma força-tarefa aqui em casa, mas mesmo assim não deu. O sistema estava lento e caía toda hora”, conta.
Quem também tentou agendar a imunização, mas acabou desistindo foi a dona de casa Amélia Oliveira, 55 anos. “Não dá. É impossível conseguir completar toda as etapas sem o sistema travar. Isso quando o site abre, porque na maioria das vezes dá erro já desde o início do acesso. Nós, aqui em cada, vamos acabar indo tomando a vacina em outra cidade deste jeito”, lamentou.
Já no drive-thru do Mogilar, Manoela Casagrande Souza, 19 anos, precisou esperar mais de uma hora na fila de veículos para que o pai, José Souza, 56 anos, fosse vacinado. “Apesar de ter horário agendado, a fila ainda estava grande, porque é muita gente e tem aqueles que chegam antes da hora e acabam gerando acesso de veículos”, diz.
Questionada, a Prefeitura enviou nota explicando que a instabilidade e lentidão no sistema estão ocorrendo por conta da alta demanda. “Nas últimas 24 horas (entre 16h de terça e 16h de hoje) foram realizados 7.500 agendamentos no sistema. E, às 17 horas, ainda restavam 700 vagas disponíveis para agendamento. Também é possível solicitar o agendamento pelo 160, no entanto, os operadores devem enfrentar a mesma dificuldade. A Secretaria Municipal de Saúde pede a compreensão de todos os munícipes e informa que novas vagas devem disponibilizadas nesta quinta-feira (17) e nos próximos dias, bem como a remessa de novos lotes, conforme compromisso do Governo do Estado que, desde o início da campanha, não tem tem falhado com entregas semanais”, trouxe a nota encaminhada ao jornal.
Esperança
Profissional da rede estadual de educação, Caio Gomes enfrentou a espera de quase duas horas para receber a vacina contra a Covid-19, na tarde de hoje (16). “Cheguei 10 minutos antes do horário, agendado para as 14h45, e fui vacinado por volta das 16h10. É um tempo grande e também senti falta de orientação durante o trajeto da fila”, apesar do comentário, ele se disse esperançoso, ao receber a primeira dose do imunizante porque está trabalhando presencialmente em uma escola pública estadual, e atende estudantes e o público.
“A sensação é de esperança. Após um longo período de resiliência, vivendo apenas de casa para o trabalho, do trabalho para casa, há uma esperança de poder rever, estar perto e abraçar sem medo familiares e amigos”, afirma, destacando, no entanto, “porém, isso, ainda será no futuro porque há uma longa fila de pessoas do nosso convívio que serão vacinadas apenas a partir do segundo semestre deste ano. Ou seja, todos os cuidados continuarão sendo necessários”, disse.