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Em Ferraz, secretário diz que aulas presenciais podem ser obrigatórias em setembro

Em visita à Escola Estadual Professor Mário Manoel Dantas de Aquino, em Ferraz de Vasconcelos, nesta quinta-feira (22), o secretário de Educação do Governo do Estado de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, mostrou que a partir de setembro o retorno presencial às aulas pode ser obrigatório em todas as cidades, inclusive em Mogi das […]

Por O Diário
22/07/2021 17h27, Atualizado há 61 meses

Em visita à Escola Estadual Professor Mário Manoel Dantas de Aquino, em Ferraz de Vasconcelos, nesta quinta-feira (22), o secretário de Educação do Governo do Estado de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, mostrou que a partir de setembro o retorno presencial às aulas pode ser obrigatório em todas as cidades, inclusive em Mogi das Cruzes. Por enquanto, o mês de agosto servirá como um teste, quando “70 a 80% dos alunos” são esperados.

Esta afirmação foi feita em entrevista a O Diário, quando Rossieli, embora defenda o retorno presencial, fez questão de alfinetar outra pessoa que acredita no mesmo, o Ministro da Educação, Milton Ribeiro.

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Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão nesta terça-feira (20), este último nome defendeu publicamente o retorno às aulas presenciais em todo o país, tendo como cenário ideal que 100% dos alunos voltassem ao regime tradicional a partir deste segundo semestre. “Ele está um pouco atrasado. São Paulo já está com plano de volta às aulas desde o ano passado”, diz o secretário estadual.

Na sequência, Rossieli explicou que em agosto a volta à sala de aula ainda não é obrigatória, mas deixou claro que a vontade do Estado é “que o maior número de alunos retorne, com distanciamento de um metro como preconiza a Organização Mundial da Saúde (OMS), com uso de máscaras, álcool gel e todos os cuidados”. Ao final do mês uma avaliação será feita, e se tudo der certo, em setembro a obrigatoriedade pode surgir.

Por enquanto, o Estado aposta na volta de “70 a 80% dos alunos”. “Acreditamos muito que agosto vai ser um número que vai crescendo, para definirmos se setembro já será obrigatório novamente”.

No entanto, embora o desejo de Rossieli seja que “o maior número possível de alunos” voltem às escolas, ele mesmo explica que não é bem assim que o retorno funciona, já que o percentual de estudantes é variável.

“O percentual vai depender de quantos alunos cabem com distanciamento de um metro. Portanto, em uma sala de 42 metros quadrados, quantos alunos cabem com distanciamento de um metro? É esse o cálculo, é esse o limite que vai ter para o mês de agosto. Obviamente cada escola tem um tamanho diferente, então o projeto é feito para cada escola, mas (a ideia) é voltar todos os alunos quanto (for) possível”, diz.

Rossieli também aproveitou para listar investimentos feitos recentemente na Educação, como R$ 300 milhões aplicados no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), “para o Novo Ensino Médio, melhorias nos laboratórios de ciência e trazer materiais mais maker, como robótica por exemplo”. Dessa verba, R$ 1,2 milhão foi aplicado em Ferraz, sendo R$ 85 mil especificamente para a escola em que ele visitou, a Professor Mário Manoel Dantas de Aquino.

Evasão escolar

Mais um tema abordado pelo secretário foi a evasão escolar. Trazendo para Mogi das Cruzes, O Diário já mostrou que 2,4 mil alunos deixaram o Ensino Médio na cidade, por exemplo. Rossieli reconhece este os esforços para “manter os alunos com vínculo à escola” como sendo “um dos grandes desafios da pandemia”.

“Temos um projeto de busca ativa constante, e um dos grandes movimentos que a gente está fazendo agora, com a contratação do Bolsa do Povo, que serão 20 mil pais e mães, terá como uma das funções auxiliar a fazer a busca ativa dentro da comunidade. As pessoas que vierem trabalhar com o Bolsa do Povo aqui na escola Manoel, por exemplo, serão desta comunidade, que conhecem e poderão estar integradas com a escola, auxiliando”.

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Neste ponto, o secretário cita mais investimentos “em financiamento de equipamentos para professores” e em contratação de “chips de telefone para todos os funcionários”, o que garante a execução da busca ativa “em todas as esferas”.

Ele aproveita, ainda, para fazer um elogio. “As escolas tem feito um grande trabalho para não deixar ninguém pra trás. Isso é fundamental de registrar. Elas estão abertas, com alunos em programas de recuperação nas férias, para que não fiquem com conteúdo demasiadamente atrasado e acabem abandonando a escola. Todo o esforço que a gente puder, pra ir atrás de todo mundo, vamos fazer, porque essa vai ser a briga de uma geração inteira. Ou a gente compra essa briga ou teremos muita gente abandonando a escola. E não podemos permitir isso”, finaliza.

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