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Entenda porque em Mogi não há a ‘xepa da vacina’

Com o prosseguimento da campanha de imunização contra o coronavírus em Mogi surgem dúvidas cotidianamente. Uma delas é: “Posso receber a ‘xepa da vacina’ na cidade, igual acontece na Capital Paulista ou no Rio de Janeiro?” As tais ‘xepas’, que têm levados muitas pessoas para a frente dos postos de saúde do país, são as […]

Por O Diário
24/02/2021 16h01, Atualizado há 65 meses

Com o prosseguimento da campanha de imunização contra o coronavírus em Mogi surgem dúvidas cotidianamente. Uma delas é: “Posso receber a ‘xepa da vacina’ na cidade, igual acontece na Capital Paulista ou no Rio de Janeiro?”

As tais ‘xepas’, que têm levados muitas pessoas para a frente dos postos de saúde do país, são as sobras que restam nos frascos de vacina multidoses abertos, que podem estragar em até oito horas, no caso da Coronavac, e em seis horas se for a AstraZêneca. Buscando evitar desperdício, a Prefeitura de São Paulo, por exemplo, autorizou os postos de saúde da cidade a fazer um cadastro e organizar fila de espera, conforme mostra reportagem do portal R7.

Após ser questionada por O Diário, a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi aponta que não existe necessidade das “xepas” na cidade, já que atualmente não há desperdício de vacinas nos postos de Mogi. Segundo a Pasta, “no momento, as unidades de saúde da cidade contam com frascos monodoses (dose única)”, assim não restam sobras.

“Por enquanto estamos com doses únicas nas unidades por conta da procura baixa voltada apenas para idosos com 85 anos ou mais”, acrescenta a nota. Esse frasco é diferente do multidose (com 10 doses), que precisa ser utilizado no mesmo dia para não “estragar”.

“O que está acontecendo em São Paulo não aconteceu aqui por conta da demanda e do planejamento estratégico de uso das doses”, afirma a secretaria, ao lembrar que o município recebeu um quantitativo dessa modalidade e tem usado de forma controlada e “organizada justamente para evitar desperdício”.

Mogi também recebeu os frascos multidoses, mas eles foram levados apenas aos hospitais e Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), para aplicação da segunda dose em profissionais da linha de frente – nestes locais, o controle é mais fácil.

Portanto, atualmente não adianta ir para a frente de um posto de saúde para receber as doses, já que a ‘xepa’ da vacina não ocorre em Mogi. Mas, mesmo após questionamento de O Diário, Secretaria Municipal de Saúde não confirma nem descarta que isso possa acontecer nos próximos meses, com a chegada de mais vacinas. 

 

Entenda cada vacina

Segundo texto divulgadopela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade recebeu três formas diferentes da vacina – monodoses da Coronavac, multidoses da Coronavac e multidoses da Oxford/Astrazeneca. “Cada uma possui particularidades na aplicação e no aprazamento da segunda dose”, explica a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Lilian Peres Mendes.

A Coronavac, desenvolvida pela fabricante chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, veio em maior quantidade, com cerca de 17 mil vacinas recebidas até o momento, entre primeira e segunda doses. A versão monodose é unitária, ou seja, o paciente recebe 0,5 ml do imunizante e o frasco é descartado em seguida.

Já a versão multidoses possui quantidade suficiente para cerca de 10 aplicações de 0,5 ml cada. Neste caso, o profissional aspira o líquido em uma nova seringa a cada aplicação e o conteúdo total deve ser utilizado em até oito horas. Nos dois casos, o prazo para aplicação da segunda dose é de 21 a 28 dias e a data de retorno é a anotada a lápis no cartão de vacinação.

Embora em pequena quantidade, Mogi das Cruzes também recebeu a vacina desenvolvida pelo laboratório britânico Astrazeneca com a universidade de Oxford, em parceria com a Fiocruz. A versão desse imunizante é multidoses, com cerca de 10 aplicações por frasco, e prazo de uso em até seis horas. A dose a ser aplicada também é de 0,5 ml. A diferença está no prazo para aplicação da segunda dose, que é de três meses.

As duas vacinas são administradas via intramuscular e devem ser armazenadas entre 2°C e 8°C. O frasco precisa ser mantido sob refrigeração até o momento da aplicação e, na sequência, a seringa precisa ser descartada. “Fizemos vários treinamentos com nossos profissionais e também com aqueles que atuam nos hospitais públicos e privados para prestar todas as informações técnicas sobre a vacinação e continuamos acompanhando o trabalho e esclarecendo eventuais dúvidas”, informa Lilian.

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