Espera por consulta é de até dois dias em postos de Mogi, diz o secretário Zeno
Em audiência pública que aconteceu na manhã desta terça-feira (24) na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, o secretário municipal de Saúde, Zeno Morrone Júnior, afirmou que a fila de espera por consulta “praticamente zerou” na rede de postos municipais. Segundo ele, na maioria das unidades, o agendamento está sendo feito para o próprio dia […]
24/05/2022 11h26, Atualizado há 51 meses
Em audiência pública que aconteceu na manhã desta terça-feira (24) na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, o secretário municipal de Saúde, Zeno Morrone Júnior, afirmou que a fila de espera por consulta “praticamente zerou” na rede de postos municipais. Segundo ele, na maioria das unidades, o agendamento está sendo feito para o próprio dia ou para o dia seguinte a quem liga para o telefone SIS (160). Porém, o balanço aponta que o quadrimestre fechou com 4 mil à espera de consulta médica.
Em um levantamento que tomou como base a fila de espera em agosto do ano passado, segundo a Secretaria, havia um grupo de 16 mil pessoas aguardando a consulta com o médico, um número que chega em maio com 4 mil pendências.
Por segmento médico, o monitoramento, com base em agosto do ano passado, mostra que a fila para ginecologia tinha 9,7 mil pessoas, e, agora possui 1 mil; em clinica médica, a pasta aponta redução de 5,6 mil para 1,4 mil, e, em pediatria, houve uma aumento de 619 crianças na fila (naquele mês de 2021, quando os casos de Covid reduziram a procura por médicos nos postos), para 1.150 neste mês.
A maior parte dessa demanda, segundo Morrone Júnior, está em alguns postos como o de Jundiapeba.
A rede possui 19 unidades de saúde e 17 serviços da Saude da Família.
Aos vereadores, no encontro que presta as contas públicas da pasta municipal durante o quadrimestre, o médico afirmou que a espera reduziu por causa de ações tomadas como a ampliação da rede de postos como os da Saúde da Família, além da retomada de serviços em setores específicos, como o atendimento infantil que voltou a ser ofertado no Hospital Municipal Waldemar Costa Filho, no distrito de Braz Cubas.
O gestor conta que, para assistir as crianças, por exemplo, além da retomada do pronto-atendimento em Braz Cubas (o que foi suspenso durante o período que o hospital se manteve como referência para a Covid), foram providenciados dois pediatras, na UPA de Jundiapeba.
Com essas medidas, com a abertura de unidades e o redirecionamento de médicos, a espera por consultas reduziu de 16 mil para 4 mil consultas no primeiro quadrimestre deste ano. O número de 16 mil toma como base a demanda de agosto passado quando a pandemia mudou o fluxo de atendimento na rede básica.
A vereadora Inês Paz (PSOL) foi uma das vozes que mais apresentou questionamentos, inclusive, sobre as reclamações ouvidas em regiões mais desprotegidas de serviços de saúde. O secretário pediu que dados pontuais fossem encaminhados à pasta.
A demanda represada ainda a ser atendida, segundo representantes da Saúde, ocorre em endereços como Jundiapeba, onde uma nova unidade foi inaugurada e o manejo da oferta de consultas começa a ser executado.
Em outros pontos da cidade, afirma Morrone Júnior, a fila reduziu e ele disse que situações atípicas e reclamações devem ser levadas à Secretaria de Saúde, por meio do 160.
O atendimento no Pró-Criança voltou a ser questionado. Zeno lembrou que 40% dos assistidos seguem sendo de outras cidades, e admitiu que a unidade, no Mogilar, ficou pequena para a demanda, mesmo com a abertura do serviço no hospital de Braz Cubas.
Ao ser questionado sobre os planos de mudança de endereço, o secretário afirmou que estudos estão sendo realizados.Já houve, no passado, menções à mudança do setor, inclusive, com a transferência do Pró-Mulher para Braz Cubas, o prédio atuou seria uma das alternativas. Porém, não houve resposta específica sobre qual será o endereço futuro desse serviço.
Pró-Mulher
Outros questionamento foi o fechamento da unidade do Pró-Mulher, que funcionava ao lado do prédio da Secretaria Municipal de Saúde, no bairro do Mogilar, e será levado para o Hospital de Braz Cubas.
Outra demanda se refere ao atendimento do bairro do Botujuru, que está na dependência do aluguel de um imóvel – que já foi encontrado para receber o serviço e aguarda a liberação dos recursos da Prefeitura para a locação, até a construção de um novo prédio, que tem previsão de entrega para um prazo de 18 meses.
A prestação de contas foi acompanhada ao vivo pela TV Câmara (veja o link)
Balanço
Os técnicos da Secretaria apresentaram os dados gerais do atendimento nos primeiros quatro meses: na rede de atenção básica – foram 124,8 ml consultas, e nas unidades da Saúde da Família, 313 mil visitas a casas dos mogianos, além de 22,6 mil consultas.
Outro desafio antigo é reduzir o índice de faltas às consultas, que segue na casa dos 21%. Segundo o balanço, 26,4 ml pessoas não foram às consultas após o agendamento.
Já na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes nasceram 1.590 crianças, sendo 1.238 mogianos.
(MATÉRIA ATUALIZADA às 14h34)