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Estagiária fingia aplicar a vacina da Covid em Itaquá

Na manhã desta terça-feira (18), o prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PP), registrou um boletim de ocorrência por conta de uma estagiária de biomedicina, Débora Batista de Assis, que estava fingindo aplicar as vacinas da Covid-19 no município. Familiares de idosas filmaram o momento em que a mulher dá a agulhada, mas não esvazia as […]

Por O Diário
18/05/2021 12h47, Atualizado há 60 meses

Na manhã desta terça-feira (18), o prefeito de Itaquaquecetuba, Eduardo Boigues (PP), registrou um boletim de ocorrência por conta de uma estagiária de biomedicina, Débora Batista de Assis, que estava fingindo aplicar as vacinas da Covid-19 no município. Familiares de idosas filmaram o momento em que a mulher dá a agulhada, mas não esvazia as seringas. Ela é aluna da Univeritas, instituição com a qual a Prefeitura da cidade tem um convênio para a imunização em Itaquá.

Em entrevista à TV Diário, o chefe do executivo contou que soube dos casos na noite desta segunda-feira (17), e logo procurou pelo Secretário Municipal de Saúde, Edson Rodrigues. A primeira providência foi levar o caso à Polícia, que agora vai investigar mais afundo a história. Algumas perguntas ainda estão sem resposta, como para onde iam as doses não aplicadas e se outras pessoas podem ter sido vítimas do golpe.

“Agora nós pedimos para que a família apresente a idosa de novo para que ela possa ser vacinada e ter a garantia de correr o mínimo risco possível de ser infectada. O que nos chama a atenção não é falta só de empatia, mas a falta de amor ao próximo e a falta de caráter dessa estagiária. A gente luta tanto em busca de mais vacinas, briga com o Governo de Estado e quando nós temos a oportunidade de minimizar o risco da vida das pessoas com relação ao coronavírus vem uma pessoa como essa e estraga todo o trabalho de toda uma Prefeitura”, lamentou Boigues.

O prefeito reforçou ainda que isso não atrapalhará a imunização em Itaquá e que, “muito pelo contrário”, vai dar ainda mais motivação para que o processo continue até que toda a população seja vacinada.

“Isso que ela cometeu foi um crime grave, um crime que viola toda medida sanitária de prevenção. Ela responderá não só pelo inquérito policial, mas ela será processada criminalmente e eu, como prefeito, espero que, se condenada for, o rigor da lei seja cumprido, porque ela merece uma grave punição”, afirmou.

Por meio de nota, a Administração Municipal disse ainda que “Ontem (17), a Prefeitura de Itaquaquecetuba tomou ciência de que uma mulher que estuda na Univeritas, e realizava estágio por meio de um termo de cooperação com a prefeitura, não teria aplicado a vacina contra a Covid-19 em, pelo menos, uma pessoa que registrou o ocorrido com seu aparelho celular e quase deixou de aplicar em outra.

Em um dos casos, a pessoa que filmava notou que a dose não havia sido injetada, questionou a estagiária e ela realizou a aplicação. Em outro, a estagiária injeta a agulha, mas não esvazia a seringa. Tão logo soube do caso, a prefeitura foi até a universidade e a estagiária já não estava mais em exercício, mas foi chamada para comparecer ao campus. Ela contou sua versão e não confessou a prática, logo, a prefeitura não tem ciência de qual foi sua motivação. Um boletim de ocorrência foi registrado e ela vai responder pelo caso.

A pessoa do vídeo, que não havia recebido a imunização ontem, foi chamada hoje e tomou a dose. A prefeitura reforça que tem cobrado o Estado para o envio de mais doses e que não vai tolerar irregularidades na aplicação”.

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