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Fila por consulta em Mogi tem 10 mil pessoas; mutirão quer zerar espera até junho

A Secretaria Municipal de Saúde afirma ter reduzido de 15 mil para 10 mil, o número de consultas represadas nos postos da rede básica de Mogi das Cruzes. Em resposta a O Diário sobre alguns dos principais temas ligados ao agendamento pelo Sistema Integrado de Saúde (SIS), a pasta esclarece que a contratação de médicos […]

Por O Diário
15/03/2022 15h58, Atualizado há 53 meses

A Secretaria Municipal de Saúde afirma ter reduzido de 15 mil para 10 mil, o número de consultas represadas nos postos da rede básica de Mogi das Cruzes. Em resposta a O Diário sobre alguns dos principais temas ligados ao agendamento pelo Sistema Integrado de Saúde (SIS), a pasta esclarece que a contratação de médicos e o mutirão para reduzir a espera deverá zerar a fila entre maio e junho.

Para isso, atendimentos estão sendo agendados também para os sábados. Outra situação que complica a administração dos recursos humanos e o atendimento aos pacientes reside no alto índice de faltas às consultas – estimada em 25%, pela Secretaria.

O represamento das consultas foi um dos resultados da pandemia que afetou a rotina dos atendimentos de prevenção e tratamento.

Em Mogi das Cruzes, a falta de médicos – afastados, aposentados ou até mesmo por morte, nos últimos meses – está sendo resolvida por meio de um complemento no contrato existente com o Cejam (Centro de Estudos e Pesquisa Dr. João Amorim). 

Veja a seguir as respostas para os principais questinamentos feitos pela reportagem de O Diário:

No início de maio do ano passado, o secretário de Saúde, Zeno Morrone Junior, afirmou que havia um deficit de 41 medicos na rede básica. Esses cargos foram ocupados? Como estão as contratações?

R. Desde o início de março, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou a oferta de vagas para consultas e retornos na Rede Básica de Saúde com a reposição de médicos nas unidades de maior demanda, por meio de um complemento no contrato já existente com o Cejam – Centro de Estudos e Pesquisa Dr. João Amorim. Desta forma, a organização social é responsável pela reposição dos profissionais de acordo com as determinações do município.

O deficit atinge médicos de quais áreas?

R. São médicos nas áreas de Clínica Médica, Ginecologia e Pediatria, mas as vagas são preenchidas pelo Cejam (por meio de contrato emergencial).

Como funciona o mutirão de consultas? Quais especialidades são oferecidas?

R.O mutirão está acontecendo e foram acrescentados profissionais de Clínica Médica e Ginecologia nas unidades com maior demanda na fila de espera do município de acordo com a capacidade física. Neste momento inicial liberamos atendimentos aos sábados para possibilitar maior alcance e, depois, o atendimento será mantido no decorrer da semana. Estão sendo priorizados os pacientes que entraram em contato com o 160 e deixaram os dados para aguardar consulta na Rede Básica de Saúde. 

Em outubro de 2021, havia 15 mil pessoas na espera por consultas médicas na cidade. Qual é o número atual?

R. No momento possuímos cerca de 10 mil pacientes em espera para consultas, sendo 5.434 Clínica Médica, 3.587 Ginecologia e 1.029 Pediatria.

Qual é a previsão para zerar a fila de espera?

R. Temos a estimativa entre os meses de maio e junho deste ano conseguirmos zerar as demandas em espera.

Em outubro de 2021, a espera era de 30 a 40 dias para clínica médica e odontologia e de 60 a 80 dias para ginecologia. Como estão os prazos hoje?

R.Depende da unidade, mas a melhoria dos prazos tem sido diretamente prejudicada pelo alto índice de absenteísmo. Mesmo confirmando as consultas por telefone e mensagens, uma média de 25% de pacientes têm faltado ao compromisso sem qualquer aviso prévio e sem a possibilidade de reaproveitamento da vaga para outra pessoa. Em algumas unidades, o índice de absenteísmo chegou a 30%. Há, no momento, 6 Postos de Saúde que não têm fila de espera, bastando o paciente entrar em contato no 160 para efetuar o agendamento: Mineração, Ponte Grande, Sabaúna, Santa Tereza, Santo Ângelo e Vila Moraes.Nas demais, a espera pode variar de 15 a 30 dias.

Para ginecologia o prazo está em torno de 40 dias, mas em 10 unidades não há espera e os agendamentos podem ser feitos pelo SIS 160: Braz Cubas, Jardim Camila, Jardim Ivete, Jardim Maricá, Mineração, Sabaúna, Vila da Prata, Vila Moraes, Vila Suíssa e Alto Ipiranga.

Há espera para pediatria?

R. Somente em bairros mais populosos, como as unidades de Braz Cubas, Nova Jundiapeba, Santo Ângelo, Vila Jundiaí e Jardim Universo. A Secretaria Municipal de Saúde está adequando o quadro médico para melhor absorção das demandas. Assim como na Clínica Médica e na Ginecologia, há unidades com vagas para o dia seguinte. 

Como os mogianos devem fazer para ser atendidos. Quem estava à espera, precisa novamente ligar para o SIS para solicitar as consultas? 

R. O paciente deve entrar em contato no 160 para solicitar primeira consulta na rede básico. O agendamento é realizado de acordo com seu território de residência, caso a unidade não possua fila de espera, o paciente é agendado de imediato, e nas unidades que ainda possuem filas o paciente é informado que será efetuado o contato posterior. Para entrega de exames deve-se procurar presencialmente a unidade de referência do seu território, com os resultados dos exames em mãos e o documento do paciente. 

Por fim, ligar novamente pode reduzir o tempo de espera?

R. Ligar novamente atrapalha e coloca o nome em duplicidade. Isto não é bom. Não é necessário ligar novamente para reduzir o tempo de espera na fila, mas hoje há pacientes com solicitações canceladas por não atender ao chamado. Em caso de dúvidas, o paciente pode ligar no 160 e solicitar informação de tentativa de contato Solicitamos que sempre mantenham telefones de fácil acesso e o cadastro atualizado. 

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