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Fim de acesso: “a razão é que a CPTM não quer manter os guardas na Dr. Deodato”, em Mogi

Após as primeiras informações sobre o fechamento da passagem de nível da rua Dr. Deodato Wertheimer e uma reunião com comerciantes, o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP) se posicionou contrário à medida, especialmente  porque até hoje a CPTM – Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos não fez a sua parte no compromisso que assumiu com a […]

Por O Diário
30/12/2021 13h37, Atualizado há 56 meses

Após as primeiras informações sobre o fechamento da passagem de nível da rua Dr. Deodato Wertheimer e uma reunião com comerciantes, o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD-SP) se posicionou contrário à medida, especialmente  porque até hoje a CPTM – Companhia Paulista dos Trens Metropolitanos não fez a sua parte no compromisso que assumiu com a cidade em 2010 de reformar a estação e integrando, à nova estrutura, uma passarela ára os pedestres.

O fim da passagem para os pedestres na rua Dr. Deodato começará a valer no domingo (2). A O Diário, a CPTM afirma que a determinação irá possibilitar a redução do intervalo entre os trens – argumento contestado por comerciantes e pedestres.

“Nós fizemos a nossa parte, construímos as passagens subterrâneas na praça Sacadura Cabral e até agora a CPTM não fez o que prometeu”, cobra Bertaiolli, se referindo à reforma da Estação Central que deveria ter sido recuada até a altura do Terminal Central e a construção de escadas rolantes para a travessia dos pedestres. 

Bertaiolli, que era ex-prefeito, à época, lembra ainda que o tempo médio de travessia dos trens já aumentou, desde 2019, quando logo no início do seu mandato como deputado federal conseguiu que o Governo do Estado acabasse com a baldeação em Guaianases. “É inexplicável o que a CPTM quer fazer agora com cidade. Fechar a passagem da Doutor Deodato vai prejudicar pedestres e os comerciantes daquela região”, salienta o deputado, ressaltando que a cidade não pode ficar à mercê de decisões arbitrárias. “É preciso conversar com a cidade, entender as necessidades, identificar as prioridades. Mogi das Cruzes não é uma ilha isolada do mundo”.

Bertaiolli conta que o plano da Prefeitura,no passado, foi construir as duas passagens subterrâneas na Praça Sacadura Cabral justamente para acabar com o conflito entre pedestre, ciclistas e motoristas

A obra que levou o nome de Complex Viário Jornalista Tirreno Da San Biagio “era um sonho antigo dos mogianos e uma reivindicação de mais de 50 anos”, comentou ele. “Quando construímos os túneis, nós acabamos com os conflitos entre pedestres, motoristas e ciclistas e a CPTM nos assegurou que faria as reformas, incluído as obras na Estação dos Estudantes, e até agora nada foi feito”.

Neste projeto foram investidos cerca de R$ 128 milhões, entre recursos do Governo Federal e da Prefeitura de Mogi das Cruzes. 

Reunião

Nesta quinta-feira (30), o deputado participou de uma reunião entre usuários da travessia e comerciantes e mostrou a sua indignação com relação a decisão da CPTM, prevista para entrar em vigor no domingo dia 2 – confira reportagem de O Diário.

“O argumento da CPTM é vazio, não tem o menor cabimento. A verdadeira razão é que eles (a CPTM) não querem manter os guardas ali no local”, destacou o deputado, finalizando que “a cidade não aceitará esse fechamento enquanto a CPTM não cumprir com a sua parte no acordo”.

História

O primeiro túnel entregue foi justamente o que liga a Rua Dr Ricardo Vilela e a Hamilton da Silva e Costa, possibilitando a travessia de quem vem do lado de cima da cidade e quer atravessar para a região do Mogilar, por exemplo. O outro ligou a Rua Dr Cabo Diogo Oliver, considerada a parte debaixo da cidade, com a rua Governador Adhemar de Barros. “Nós não só interligamos a cidade, como acabamos com os problemas de trânsito e ainda igualamos economicamente os dois lados da cidade, mas até agora o projeto não foi concluída porque a CPTM deve esse compromisso com a cidade”.

Revolta

Nas redes sociais, pedestres, comerciantes, moradores e estudantes reclamam do fim da passagem na região central, e alertam para a aglomeração das pessoas que terão, a partir de domingo, como opção única, o caminho da rua Cabo Diogo Oliver.

A Prefeitura de Mogi das Cruzes também lamentou a decisão da CPTM, a confirmou os prejuízos que serão enfrentados pelos comerciantes e pedestres.

Uma faixa, no local, a visa o fim da cancela após o primeiro dia do ano, sábado.
 

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