Forte odor de gás e químicos volta a afetar moradores de Braz Cubas
“O cheiro é insuportável”, descreve a educadora social Paulina Fátima sobre o forte odor que tem causado mal estar nos moradores da Vila Estação, no distrito de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. O problema já foi denunciado por O Diário em junho de 2021, no entanto, de acordo com o relato das famílias, voltou […]
08/10/2022 13h32, Atualizado há 46 meses
“O cheiro é insuportável”, descreve a educadora social Paulina Fátima sobre o forte odor que tem causado mal estar nos moradores da Vila Estação, no distrito de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes. O problema já foi denunciado por O Diário em junho de 2021, no entanto, de acordo com o relato das famílias, voltou com mais intensidade, afetando principalmente a saúde.
A educadora social que denunciou o problema a este jornal, relembrou a reportagem feita há mais de um ano, associando a temporária solução. “Não é a primeira vez que fazemos essa reclamação. Foi feita a reportagem e por um tempo não sentimos o odor, mas agora já faz uns três meses que voltou esse cheiro insuportável, está mais forte ainda”, detalhou.
No caso da dona de casa Elizia Vieira Matos Santos, tem sido preciso o uso diário de remédios para tentar diminuir a constante dor de cabeça causada pelo cheiro forte que, mesmo com as portas e janelas fechadas, ainda é sentido até dentro de casa.
“É uma dor de cabeça que não passa”, conta ela, nomeando os remédios usados para aliviar os sintomas.
Para a garçonete Caroline Sabino da Costa, o cheiro é sentido ainda mais forte no período da noite. “Comecei a sentir aquele cheiro dentro de casa e eu andava procurando de onde vinha, até que lembrei que um tempo atrás já tinha acontecido isso. Mas dessa vez veio muito mais forte. Parece gás com alguma coisa podre. É horrível”, evidenciou Caroline.
A moradora Luciene Lana da Silva também confirmou o inconveniente, especialmente à noite, horário em que chega em casa do trabalho. “De manhã quase não dá para perceber, mas de noite é muito forte. Tenho sentido muitas dores de cabeça por causa disso”, compartilhou.
A origem do problema, segundo suspeitam as moradoras, vem de uma mineradora bem próximo às casas da avenida das Orquídeas. Procurada por este jornal, a empresa não retornou até o fechamento desta matéria.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Mogi, por meio da Secretaria de Comunicação e Transparência, informou que a responsabilidade, nestes casos, é de órgãos estaduais, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
O Diário também tentou contato com a Cetesb, que encaminhou os questionamentos para o corpo técnico da central, o qual aguardamos ainda um posicionamento.