Guilherme Boulos visita a região e manifesta apoio contra pedágio
O professor, escritor e ativista Guilherme Boulos, uma das principais lideranças do PSOL, virou aliado da cidade na luta contra o projeto do Governo do Estado, que prevê a instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. Durante a sua visita ao município nesta quinta-feira (17), ao ser informado por lideranças do partido sobre as […]
17/06/2021 19h06, Atualizado há 60 meses
O professor, escritor e ativista Guilherme Boulos, uma das principais lideranças do PSOL, virou aliado da cidade na luta contra o projeto do Governo do Estado, que prevê a instalação de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. Durante a sua visita ao município nesta quinta-feira (17), ao ser informado por lideranças do partido sobre as pautas regionais, ele se comprometeu em dar maior visibilidade ao tema, e no final da tarde repercutiu o caso em suas redes sociais.
“Doria quer implantar dois pedágios na região: na Mogi/Dutra e Mogi/Bertioga. As pessoas vão ter que pagar pedágio para irem ao trabalho! Todo apoio à luta dos movimentos e lideranças da região contra o pedágio”, postou o pré-candidato ao governo do Estado, que se comprometeu também em buscar apoio de outras lideranças do PSOL para tentar barrar o plano da Artesp.
Boulos não poupa críticas ao atual governo e disse que é contra o mérito e o método adotado pelo Estado para implantar o pedágio. “Acho que isso é um absurdo e deixo aqui o meu apoio a luta da população de Mogi, primeiro porque não pode ter mais pedágio neste momento de crise, dividindo o distrito industrial, separando bairros, causando prejuízos a população e a diversos setores da economia, como no caso da agricultura familiar na região. O pedágio vai encarecer os produtos porque o agricultor terá que computar o valor do pedágio no preço do produto final”, avalia.
Durante a sua visita, o político cumpriu uma agenda de encontros para conhecer melhor a cidade, se aproximar das lideranças e discutir demandas para a região como parte de sua estratégia para construir a sua candidatura em 2022. Ele disse que não está em campanha ainda, mas pretende viajar pelo Estado para conversar, ouvir as pessoas e entender as necessidades dos municípios.
“Estou aqui para dialogar com as pessoas, com lideranças, conhecer mais a região com o objetivo de escutar, porque quem quer ser governador tem que ter a humildade de escutar e ir a todos os lugares, pisar no bairro para formular uma proposta que seja aquilo que as pessoas estão querendo e pensando”, enfatiza Boulos, que aparece entre os favoritos nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Estado.
Mesmo assim ele afirma que é cedo para falar sobre campanha no momento em que o País, segundo ele, deve priorizar e expandir a mobilização contra a política do governo federal, com a união dos partidos progressistas para enfrentar Bolsonaro nas próximas eleições. “Vamos chegar a 500 mil mortos, e não é só a pandemia do coronavírus, mas também a pandemia da fome, que deixou mais de 19 milhões de brasileiros sem ter comida na mesa”, destaca, informando que já colocou o seu nome à disposição para representar a aliança em busca da construção de uma unidade nacional para derrotar Bolsonaro e João Doria.
No fim da tarde ele fez uma visita a áreas ocupadas em Braz Cubas e Jundiapeba e disse que uma de suas prioridades é implementar uma política habitacional para tentar abrigar as pessoas que não têm moradia, com uso de prédios abandonados, áreas e terrenos públicos sem utilização. Ele cita como exemplo a ocupação da Vila São Francisco, observando que se trata de um terreno doado pela Prefeitura há mais de 20 anos a uma empresa, que até o momento não construiu nada no local.
Sobre as críticas que recebe por ser apoiador dos movimentos de sem teto, ele comenta: “Alguém acha que a pessoa que monta um barraco de madeira ou de plástico em um terreno faz isso porque quer ou acha bonito? Não. Faz isso primeiro porque o governo não fez o seu papel, e ainda acabou com o ‘Minha Casa Minha Vida’ e com o ‘CDHU’, além disso, as pessoas estão sem empregos e não conseguem mais pagar o aluguel”.
Esta é a segunda visita dele à Mogi das Cruzes. A primeira foi em 2018, durante a campanha para a presidência da República. Ele disse que teve uma boa impressão da cidade, que tem uma importância pelo potencial agrícola da região, que integra o cinturão verde, além do potencial hídrico da região do Alto Tietê, responsável pelo abastecimento de parte importante da Grande SP.
Guilherme Boulos chegou por volta das 7 horas, visitou os veículos de comunicação, se reuniu com diretoria do Sindicato dos Policiais Civis. Durante a tarde foi até Suzano, conversou com comunidades de Jundiapeba, Braz Cubas. No início da noite participou de um evento realizado pela vereadora Inês Paz, em frente à Câmara com lideranças do PSOL e simpatizantes.