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Instituto Ambiental e Cultural diz não ao pedágio

Desde o último sábado, O Diário publica diariamente uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê com argumentos contra a instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra e os prejuízos que a praça de cobrança poderá trazer à região, endereçadas ao Governo do Estado de […]

Por O Diário
07/05/2021 20h48, Atualizado há 63 meses

Desde o último sábado, O Diário publica diariamente uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê com argumentos contra a instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra e os prejuízos que a praça de cobrança poderá trazer à região, endereçadas ao Governo do Estado de São Paulo.

Quem assina a carta de hoje é o presidente do Instituto Cultural e Ambiental de Mogi das Cruzes (Icati), José Arraes.

A iniciativa é de O Diário e já teve, até agora, adesão do prefeito Caio Cunha, do presidente do Colégio de Arquitetos, conselheiro da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cuzes (AEAMC) e membro do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), Paulo Pinhal, e da presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes, Fádua Sleiman.

O texto não tem interferência editorial de O Diário e traz as justificativas e defesas do próprio convidado que estará utilizando este espaço para expor seus argumentos contra a implantação da praça de cobrança na cidade. Confira a carta de José Arraes:

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta, como tantos outros cidadãos anônimos, mas participantes  desta região e da cidade de Mogi das Cruzes, conversar com o senhor sobre essa proposta de “pedágio” que o governo pretende instalar no nosso município.

Então, como cidadão, participe eleitor e comprometido com o desenvolvimento da nossa região do Alto Tietê/Cabeceiras, onde vivem hoje aproximadamente 4 milhões de paulistas, nos 10 municípios que o compõem, que o “pedágio” vai inibir o crescimento regional, reduzir a capacidade de mobilidade comercial, pois aqui estão grandes produtores agrícolas de cultivos de frutas, verduras e até de flores e são fornecedores  fundamentais do Ceasa paulistano.

A região, outrossim, senhor governador,  mantém as suas economias primárias baseadas nos impactos rodoviarios, já tão custosos e de grandes e elevados preços, principalmente com esses constantes aumento de combustíveis e acessórios.

E produzir em um lugar e vender em outro, tendo que  adicionar as majorações, torna, somado a esta pandemia, mais um difícil desafio para a sustentabilidade das famílias paulistanas. 

Assim, faço coro pessoal ao coletivo para que o senhor faça valer a vontade da população do  Alto Tietê/Cabeceiras pela “não instalação do pedagio” planejado.

“O governante é a voz do seu povo”.

Atenciosamente.

José Arraes

Presidente do Instituto Cultural e Ambiental Alto Tietê (Icati)

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