Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Jornalista mogiana, de férias em Londres, relata clima após morte da rainha Elizabeth II

O clima em Londres, no Reino Unido, após a morte da rainha Elizabeth II, aos 96 anos, ocorrida nesta quinta-feira (9), mescla tristeza, respeito e expectativa. Em alguns pontos com maior referência à realeza, principalmente castelos, incluindo o de Buckingham, há muitas flores em homenagem à mais longeva monarca britânica – foram 70 anos de […]

Por O Diário
09/09/2022 16h24, Atualizado há 47 meses

O clima em Londres, no Reino Unido, após a morte da rainha Elizabeth II, aos 96 anos, ocorrida nesta quinta-feira (9), mescla tristeza, respeito e expectativa. Em alguns pontos com maior referência à realeza, principalmente castelos, incluindo o de Buckingham, há muitas flores em homenagem à mais longeva monarca britânica – foram 70 anos de reinado -, e em espaços públicos, como estações de trem e metrô, outdoors eletrônicos digitais exibem fotos de Elizabeth II. Como não poderia ser diferente, este é o principal assunto, explorado dia e noite em toda a imprensa do país. Quem relata a O Diário é a jornalista mogiana Yasmin Castro, 25 anos, do portal de notícias G1, que passa férias em Londres, ao lado do namorado, o desenvolvedor de software, Fernando Duru, 24, realizando intercâmbio. 

O que ela não imaginava é que, dois dias antes do término de sua estadia em Londres, na viagem para estudar inglês e que começou a ser planejada em 2019, antes do início da pandemia, o casal vivenciaria este importante momento na história mundial. “Como turista e jornalista é muito curioso e interessante viver tudo isso, estar perto, ver a movimentação e a reação das pessoas. São situações que a gente só vê pela TV ou nos livros de história. Estou em férias, mas dá vontade de participar e fazer a cobertura, então, logo que soube que a rainha estava sob supervisão médica, avisei minha coordenadora no G1, dizendo para que ela não se esquecesse que tem uma repórter em Londres. Corri, comecei a fazer fotos, enviar informações e publicamos uma matéria sobre o clima aqui. Fica uma emoção maior por estar vivendo isso aqui, contribuir como jornalista e por este ser um assunto sobre o qual eu já tinha interesse de ler”, conta Yasmin, que se formou em Jornalismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e faz parte da equipe do G1 desde 2019.

Ela relata que esta quinta-feira (8), dia da morte da rainha, foi marcada por coincidências. Logo no início da tarde, Yasmin e o namorado estavam na escola de inglês quando ouviram as primeiras notícias de que a monarca estava sob supervisão médica e, nas próximas horas, acompanharam o protocolo da morte. “As primeiras notícias falavam que ela estava sob observação médica, em seguida que os filhos e netos estavam indo encontrá-la. Tínhamos lido que isso ocorria quando a morte estava para acontecer. É uma forma de protocolo. A família se reúne, depois de um tempo você vê a notícia divulgada por alguns países e depois chega ao público. Neste dia, tínhamos ido visitar a torre de Londres, um castelo medieval onde estão guardadas algumas joias e, inclusive, a coroa que foi usada na coroação da rainha. De lá fomos para o Palácio de Buckingham e, poucos minutos depois, vimos quando colocaram a placa com a nota de falecimento dela no portão”, relata. 

Naquele momento, a jornalista conta que viu a reação de choque no rosto das pessoas, várias com os olhos lacrimejando e outras segurando as lágrimas. “Foi aquele primeiro momento do que estava acontecendo”, resume. Já na sexta-feira (9), ela conta que o clima pareceu ser de normalidade, apesar dos inúmeros comentários de pessoas pelas ruas e no transporte público, das homenagens principalmente em frente ao Palácio de Buckingham e das fotos em grande formato da rainha em outdoors digitais, onde as pessoas param para fazer selfies. 

“É claro que a gente vê as pessoas comentando a notícia por todos os lugares, mas a impressão que dá é que, pela idade dela, todo mundo já esperava isso, então não existe um choque muito grande, embora as pessoas tenham ficado sentidas. Pode ser que as coisas mudem de novo quando começar aquele período de luto, com o início do velório, que pode levar alguns dias para acontecer e deve durar de 3 a 4 dias, sendo que um deles será como um feriado aqui. Aí, sim, deve haver uma mobilização maior da população, inclusive participando desta despedida. Por enquanto, é vida que segue e as coisas estão até bem normais”, conta.

Mas como a estadia de quatro semanas de Yasmin em Londres termina neste sábado (10), ela não acompanhará o clima por lá nos dias de velório da rainha. “Essa foi a primeira vez que viajei para fora do país. A ideia inicial era fazer intercâmbio no Canadá, mas tivemos o visto negado e viemos para Londres. Vivemos esta experiência incrível e, por coincidência, pudemos acompanhar tudo isso de perto”, destaca.

Resistência e sucessão em pauta

Ao mesmo tempo em que vivencia o clima de tristeza após a morte da rainha Elizabeth II, a jornalista Yasmin Castro, acompanha comentários sobre a resistência enfrentada pela realeza em boa parte do reino e a expectativa com a sucessão, após a nomeação do rei Charles III. 

“Em conversa com um britânico, a sensação é que a família real tem significado maior para a população mais idosa, que passou a vida vivendo isso de forma mais próxima, porque os mais jovens, abaixo dos 40 anos, encaram a existência da família real como algo ultrapassado. Tem muita gente que é contra, principalmente quando lembra de situações mais delicadas, como a participação em questões de escravidão de outros povos, como os africanos. Mas de forma geral, eles têm respeito e consideração”, avalia.

Já a impressão que se tem no Brasil de que o rei Charles III não muito é querido, segundo Yasmin, fica ainda mais evidente em Londres. “Falam que ele não tem o carisma da mãe e mesmo quem é contra a monarquia vê a rainha de uma forma mais afetuosa do que o vê, depois do drama que ele viveu com a princesa Diana, das traições, enfim… Um argumento interessante que ouvi de algumas pessoas é que o que as faz gostarem dele é o fato dele ser envolvido com causas ambientais. Mas na comparação com a rainha, a falta de carisma dele chama atenção dos britânicos e de turistas de vários países. Ouvi gente dizendo que ele deveria abrir mão do trono e o passar ao William, que tem uma imagem bem diferente do pai, principalmente nas questões relacionadas à família, com os filhos, e é bem mais aceito por pessoas de todo o mundo”, conta Yasmin. (C.O.)

 

Mais noticias

Maquiagem no inverno: 6 erros que podem prejudicar o resultado da produção

Lóris-lento-pigmeu: 7 curiosidades sobre esse pequeno primata 

Erva-mate: 3 benefícios para a saúde e como incluir na rotina

Veja Também