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Marivaldo Nogueira Nunes morre aos 57 anos por complicações da Covid-19

Assim como desde os primeiros dias de internação, as redes sociais foram o ponto de encontro dos amigos que lamentaram nesta quinta-feira (21) a morte de Marivaldo Nogueira Nunes, devoto e voluntário da “barraca do afogado”, na Festa do Divino Espírito Santo, ex-funcionário do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes. Ele foi diagnosticado […]

Por O Diário
21/01/2021 11h18, Atualizado há 67 meses

Assim como desde os primeiros dias de internação, as redes sociais foram o ponto de encontro dos amigos que lamentaram nesta quinta-feira (21) a morte de Marivaldo Nogueira Nunes, devoto e voluntário da “barraca do afogado”, na Festa do Divino Espírito Santo, ex-funcionário do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes. Ele foi diagnosticado com a Covid-19, um dia após o Natal. Internado no Hospital Municipal de Braz Cubas, lutou contra as complicações surgidas a partir da infecção pelo novo coronavírus, como uma anemia – que movimentou dezenas de pessoas em uma campanha de doação de sangue em nome do paciente. Mas, não resistiu à severidade da ação do vírus que obrigou os médicos a entubarem o paciente, que deveria se submter a uma traqueostomia hoje. Ele tinha 57 anos. 

Durante mais de duas décadas, ele atuou na área de Medicina e Engenharia do Trabalho. Há dois anos, abriu uma empresa própria, dedicada também a esse setor, como contou o presidente do Sincomércio, Valterli Martinez. A entidade divulgou hoje, nota de pesar, destacando a participação do profissional no atendimento a centenas de comerciantes da cidade e região do Alto Tietê. Marivaldo era técnico em química. “Era um amigo, generoso, aprendi muito com ele e foi um trabalhador dedicado”, comentou.

Em endereço encaminhado à família, a entidade afirma; “No curso de nossas vidas, pensamos que quase sempre seremos capazes de enfrentar todas as adversidades que a vida nos apresenta, porém, a perda de um ente queriedo ocasiona um grande vazio em nossos corações. Receba nosso abraço de amizade, com um grande sentimento de solidariedade”

Sobrinho do comerciante e ex-festeiro Airton Nogueira, Marivaldo era cozinheiro de mão cheia e se tornou um dos personagens cativos da Festa do Divino Espírito Santo. Essa participação voluntária, que segue uma tradição familiar, foi muito lembrada por amigos, na conta dele no facebook.

“Faltava um cozinheiro no céu …Uma pessoa amiga , gênio forte e coração mole …Descanse em paz Marivaldo Nogueira, Aliás, faça seus pratos incríveis no céu, com seu chapéu , harmonia e depois de servir a refeição, claro … Uma cachaça com cerveja e café e o charuto”, disse Amauri Engmann.

A facilidade para fazer amigos é outra característica destacada.

Durante os dias em que permaneceu lutando pela vida, campanha da orações e para a doação de sangue movimentaram os conhecidos.

Hoje, além de notas de pesar, alguns dos amigos alertavam para os riscos do enfraquecimento das medidas de segurança para prevenir a Covid-19, enquanto a vacina não é disponibilizada para os grupos de risco. “Vamos rezar para a vacina chegar logo pra TODOS, para que não continuarmos a perder as pessoas que amamos. Parem de dizer que são contra vacina, que não vai tomar, que não vai obrigar idoso tomar”, escreveu Vanessa Munhoz.

Pelos protocolos sanitários, não deverá ser realizado velório.O corpo de Marivaldo Nogueira Nunes será cremado no Crematório Primaveras, em Guarulhos. Ele deixa a mãe, Vilma Nogueira Nunes, três filhos, Marcos Paulo, Luis Henrique e Douglas, e passa a integrar uma histórica e dramática marca da pandemia em Mogi das Cruzes: a Covid-19 já matou mais de 600 mogianos até o momento.

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