Mata em chamas: diversos pontos de incêndio são registrados em Mogi
Muitos mogianos amanheceram nesta segunda-feira (23), com os quintais e varandas cobertos de fuligem. Com o tempo seco, o número de queimadas em áreas de vegetação tem se intensificado na cidade deste a última sexta. Nesta tarde, áreas da estrada do Capixinga, nas proximidades com a divisa com Biritba Mirim, eram castigadas pelo fogo, em […]
23/08/2021 15h37, Atualizado há 60 meses
Muitos mogianos amanheceram nesta segunda-feira (23), com os quintais e varandas cobertos de fuligem. Com o tempo seco, o número de queimadas em áreas de vegetação tem se intensificado na cidade deste a última sexta. Nesta tarde, áreas da estrada do Capixinga, nas proximidades com a divisa com Biritba Mirim, eram castigadas pelo fogo, em multiplos focos de incêndio. O tempo está seco e as chuvas são escassas em toda a região desde o início do mês. A reportagem também encontrou mais focos de incêndio no bairro do Mogilar, Rodeio, Jardim Layr e nas proximidades da serra do Itapeti.
No final de semana, a Serra, que abriga rica fauna e flora, foi um dos pontos atingidos. Conforme mostrou reportagem da TV Diário, no último domingo (22), era possível ver pelo menos 12 focos de incêndio em vegetações acontecendo ao mesmo tempo.
Também foi atingida uma grande área de mata queimada nas proximidades do Brejinho de Cesar de Souza – local onde vive o bicudinho-do-brejo-paulista, que está em altíssitimo risco de extinção.
Em comunicado, a Polícia Militar, que realiza no Estado a Operação Corta Fogo, lembra que, além de afetar diretamente a vegetação dos biomas e a saúde humana, os animais silvestres são os mais afetados pelas queimadas.” Quando não morrem ou ficam feridos, são obrigados a mudar de região em busca de alimento, a abandonar filhotes e a se aventurarem nos perímetros urbanos”.
E reforça que o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193. Incêndios criminosos podem ser denunciados pelo link https://bit.ly/3mfPRRr
A reportagem solicitou o número de ocorrências atendidades pelos Bombeiros no último final de semana, mas, não obteve retorno até a publicação desta reportagem. Na região do Alto Tietê a corporação recebeu ao menos 127 ocorrências de incêndio em vegetação neste mês de agosto.
Durante o período de estiagem, entre junho e outubro, os riscos de incêndios se acentuam e, por isso as fiscalizações e campanhas de conscientização são intensificadas.
A tendência é que os pontos de fogo continuem já que o calor vai aumentar em Mogi das Cruzes. Enquanto nesta segunda-feira (23) a máxima – já atingida – é de 30ºC, amanhã a temperatura sobe, o que continua na quarta-feira (25), com possibilidade de atingir os 33ºC. De acordo com a previsão do Clima Tempo, o sol será uma constante até quinta-feira (26), quando a probabilidade de chuva sobe de 0% para 90%. No entanto, neste dia ainda estará quente, com máxima de 33ºC e mínima de 17ºC (confira aqui a previsão do tempo).
A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), como anunciou em visita a Mogi das Cruzes, o secretário Marcos Penido, na semana passada, está estendendo as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais com a campanha de conscientização em praças de pedágio das rodovias concedidas paulistas.
O próprio Corpo de Bombeiros alerta que o contato da vegetação seca com as bitucas de cigarro lançadas pelas janelas dos veículos é uma das principais causas dos incêndios neste período.
Cabe lembrar que fogo para limpeza de terrenos, queima de lixo, fogueiras, queimadas para fins agrícolas não autorizadas e balões também aparecem na lista de causadores dos incêndios e são crime
Falta de chuva
Em 23 dias de agosto, o volume de chuva acumulado no Sistema Produtor do Alto Tietê (Spat) representa 14% do esperado para todo o mês.
Segundo o balanço divulgado diariamente pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a média histórica para o mês é de 36,1 milímetros, mas o acumulado até a manhã desta segunda-feira (23) era de 5,1 milímetros (leia mais).