Mauro do Salão assina carta de número 16 contra pedágio em Mogi
Nesta terça-feira (25), o vereador Mauro do Salão (PL), da Câmara de Mogi das Cruzes, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante […]
24/05/2021 17h51, Atualizado há 60 meses
Nesta terça-feira (25), o vereador Mauro do Salão (PL), da Câmara de Mogi das Cruzes, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra.
Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a praça de cobrança poderá provocar ao município e à região.
O texto não tem interferência editorial do jornal e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que utiliza este espaço para expor seus argumentos contra o pedágio.
Ao Governo do Estado
Venho por meio desta firmar meu total repúdio ao aventado pedágio na rodovia Mogi-Dutra.
Dentre várias irregularidades no projeto da Artesp, tais como: proximidade de outros pedágios, contrapartida para Mogi inexistente, desenvolvimento local, cerceamento do direito constitucional de ir e vir, entre outros, vou focar minha carta neste momento na liberdade de locomoção diretamente cerceada.
Não existe um entendimento pacífico da natureza jurídica do pedágio, uns entendem ser taxa e outros tarifa. Tal consideração importa diretamente no ataque ou na defesa da imposição do pedágio feita pelo governo.
Porém, para ser breve, independentemente da sua classificação, vejo a implantação do projeto do governo estadual como uma afronta ao direito constitucional de ir e vir do cidadão mogiano, cerceando sua liberdade de locomoção.
Vale ressaltar que é caminho principal e pratica e absolutamente único, para quem esteja em Mogi ir, por exemplo, para Arujá, não havendo outra estrada secundária que viabilize a livre vontade de deslocamento sem pagar de forma compulsória a taxa ou tarifa imposta.
Trata-se de uma imposição sem defesa, sobre nossa liberdade de locomoção e da nossa economia sem nenhuma contrapartida do Estado a nosso favor!
A implantação deste pedágio em Mogi é projeto inserido em um corredor direcionado à região do litoral sul do Estado, sendo que a previsão de benfeitorias é praticamente em sua totalidade direcionada para lá, duplicação de vias, criação de ciclovias, benfeitorias na região em dezenas de quilômetros, enquanto que Mogi será “agraciada” apenas, com a construção de 1,6 km de ampliação de faixa.
Ou seja, nós mogianos suportaremos o desenvolvimento de uma região que praticamente não faz parte do nosso cotidiano nem para o trabalho e tampouco para o lazer.
Este é um breve relato sobre minha completa indignação que reflete a de todos os mogianos e cidadãos das cidades do Alto Tietê (Arujá, Biritiba Mirim, Salesópolis, Santa Branca, Suzano, Guararema, etc) e de São Paulo também, que desta estrada dependem para trabalhar, estudar ou simplesmente viver.
Digo NÃO ao pedágio em defesa da cidade de Mogi das Cruzes e de toda a região!
Mauro do Salão
Vereador (PL) da Câmara de Mogi das Cruzes