Mesmo com trânsito livre, Mogi-Bertioga seguirá com obras
A rodovia Mogi-Bertioga foi aberta às 18 horas desta terça-feira (7) e antes mesmo desse horário já tinha uma fila de carros e até alguns ônibus na altura do distrito de Biritiba Ussu, esperando o sinal verde para descer ao litoral. Assim que foram retiradas as barreiras de fiscalização pelo Departamento de Estradas de Rodagem […]
07/03/2023 21h57, Atualizado há 41 meses
A rodovia Mogi-Bertioga foi aberta às 18 horas desta terça-feira (7) e antes mesmo desse horário já tinha uma fila de carros e até alguns ônibus na altura do distrito de Biritiba Ussu, esperando o sinal verde para descer ao litoral.
Assim que foram retiradas as barreiras de fiscalização pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a estrada já começou a ficar movimentada nos dois sentidos, com boa condição da pista para o tráfego em trechos onde ocorreram os afundamentos na pista. Porém, as obras para a recuperação completa do trecho continuam.
Isso demonstra a importância dessa rota que faz a ligação entre a região Metropolitana de São Paulo e o Litoral Norte, passando por Mogi. Um caminho muito utilizado por trabalhadores, estudantes, pessoas que fazem tratamento de saúde e para abastecer o litoral com os mais diversos produtos.
O desbloqueio estava sendo muito aguardado também por cerca de 60 comerciantes com estabelecimentos na beira da estrada, que ficaram preocupados com os prazos iniciais de dois meses para liberar parcialmente e mais 180 dias para abertura total da pista. Alguns disseram que teriam que fechar as portas se esse prazo se prolongasse. Havia risco de desemprego para mais de 500 pessoas daquela região de Biritiba Ussu.
De acordo com a secretária de Estado do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, foram esses fatores que estimularam o governo do Estado a acelerar o ritmo das obras, entregando em 15 dias um trabalho previsto para 180 dias, com investimento de R$ 9,4 milhões.
Ela esteve no local para acompanhar a liberação da pista, junto com os técnicos do DER, para conversar com os jornalistas. “Conseguimos terminar em um tempo muito menor essa recuperação da via porque a gente sabe da importância que é essa estrada para a população aqui da região e o quanto era importante restabelecer para o deslocamento das pessoas”, destaca.
Apesar de ter uma previsão inicial de dois meses, a secretária explica que o governador Tarcísio de Freitas (REP) queria “dar uma resposta rápida à população”, o que fez com que todos começassem a fazer um esforço conjunto e promover uma força tarefa para encurtar o prazo o máximo possível. “O pessoal do DER trabalhou incansavelmente dia e noite para conseguirmos avançar aqui nos trabalhos e fazer essa liberação em 15 dias”, disse ela.
Natália ressaltou também que tudo foi feito e planejado para manter a estrada segura, mesmo durante as obras que vão continuar. “É importante a gente falar que essa parte de contenção vai continuar, mas está tudo muito seguro, porque sempre prioriza muito a celeridade com segurança”, observa.
Nos pontos em que a via foi atingida por afundamentos de pista e deslizamentos que provocaram o rompimento de tubulação e erosão da estrada, as obras continuarão em andamento sem atrapalhar o trânsito. As obras totais do projeto englobam entre outros pontos um novo sistema de drenagem e construção de muro de arrimo.
“O governador está dando uma atenção especial para essa região. Ele veio aqui na semana passada e entende muito do assunto porque ele é técnico como nós”, apontou.
A titular do Meio Ambiente disse que estão sendo realizados monitoramentos e estudos para intervenções necessárias na via que possam prevenir os deslizamentos e riscos na estrada para “não ficar mais enxugando gelo”. Natália não confirmou uma possível duplicação da rodovia, mas informou que esse é um ponto que vem sendo estudado desde o início do atual governo, antes dos deslizamentos de terra na Serra do Mar, que provocou 64 mortes e deixou milhares de famílias desabrigadas.
“Estamos discutindo políticas estruturantes e fazendo isso em algumas frentes. Para a Mogi-Bertioga estamos estudando uma PPP. Antes a proposta era concessão e aí muito em virtude das discussões de pedágio, colocamos em concessão patrocinada, porque se tem um aporte do poder público e a tarifa fica justa”, argumenta.
A secretária observa que também está sendo avaliada a possibilidade do sistema free flow (fluxo livre), que permite a livre passagem sem praças de pedágio em rodovias e vias urbanas. Esse sistema tecnológico tem como principal objetivo cobrar de forma igualitária todos que utilizam o sistema, de acordo com a quantidade de quilômetros rodados.
No entanto, ela faz questão de destacar que não tem nada definido ainda e que tudo será construído em conjunto com os municípios e a sociedade.