Mogi-Bertioga está há três meses sem radares
Há três meses eram desligados os oito equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de velocidade que operavam nos dois sentidos entre os quilômetros 56 e 59 da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). Desde então, os serviços não voltaram a funcionar, e poucas novidades sobre o tema ‘estão no radar’. Mesmo com a aproximação do final de ano, quando o […]
15/12/2021 07h32, Atualizado há 56 meses
Há três meses eram desligados os oito equipamentos fixos de fiscalização eletrônica de velocidade que operavam nos dois sentidos entre os quilômetros 56 e 59 da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). Desde então, os serviços não voltaram a funcionar, e poucas novidades sobre o tema ‘estão no radar’. Mesmo com a aproximação do final de ano, quando o fluxo de veículos na via que liga Mogi das Cruzes ao litoral é intensificado, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) não divulgou uma solução para o problema. Na época do ano, consequentemente também aumentam o número de acidentes. Fiscalização fica encarregada da Polícia Militar (PM), por enquanto.
Situação similar é vista na Mogi-Salesópolis (SP-088), que segue sendo palco de acidentes, enquanto a resolução sobre a fiscalização segue a ‘ver navios’.
Em nota encaminhada nesta terça-feira (14) para O Diário, o DER informa que “trabalha na licitação para a instalação de novos equipamentos, seguindo os prazos regimentais do processo”. Datas não foram divulgadas.
Na Mogi-Bertioga, os equipamentos foram retirados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) no dia 14 de outubro. A justificativa dada foi o término do contrato com a empresa responsável pelo serviço no trecho. A época, o O Diário notificou que ‘os radares não deveriam voltar tão cedo’.
No entanto, a preocupação é que, sem a presença dos equipamentos de fiscalização que limitam a velocidade a 50 km/h no trecho, enquanto segue o novo processo licitatório, o local volte a se tornar palco de acidentes de veículos.
Em resposta para a reportagem, o orgão argumenta que “é importante reforçar que a fiscalização da velocidade continua sendo realizada pela Polícia Militar Rodoviária por meio dos radares portáteis, operados por agentes, e que o cumprimento dos limites da velocidade é dever de todos”.
“Também vale lembrar que o Departamento investe, cada vez mais, em obras viárias nas vias por meio dos programas lançados pelo Governo de SP: o Novas Estradas Vicinais e Estrada Asfaltada, que somam investimentos de R$ 8,2 bilhões. O objetivo é garantir mais segurança a todos os usuários”, trouxe o DER em nota.
Mogi-Salesópolis
Muitos acidentes têm acontecido na Mogi-Salesópolis (SP-88) – a rodovia também é uma alternativa para quem segue rumo às praias de Caraguatatuba, via Estrada de Pitas – e quem passa por ali credita a alta velocidade dos carros à ausência de radares. Assim como na Mogi-Bertioga (SP-98), os equipamentos foram retirados no início do ano e não devem voltar tão cedo. Leia reportagem especial de O Diário sobre o tema.
O problema maior fica por conta da falta de fiscalizadores de velocidade. O único radar em operação está instalado ainda no trecho urbano da avenida Engenheiro Miguel Gemma, em Mogi das Cruzes, que liga à rodovia SP-88.
Outros dois pontos apontados por quem conhece a rodovia como sendo mais caóticos são em Salesópolis. O primeiro deles na saída da rodovia para a represa Ponte Nova e o outro já no distrito dos Remédios, na altura do km 82, onde uma curva muito acentuada registra constantes acidentes.