Mogi retorna à fase vermelha na segunda-feira, diz prefeito
O município de Mogi das Cruzes deverá retornar, na próxima segunda-feira (12), à fase vermelha do Plano São Paulo, com regras mais flexíveis em relação ao período da “fase crítica”, adotado na cidade há duas semanas. Com isso, Mogi volta a se alinhar às medidas determinadas pelo governo do Estado e anunciadas pelo vice-governador Rodrigo […]
11/04/2021 10h26, Atualizado há 61 meses
O município de Mogi das Cruzes deverá retornar, na próxima segunda-feira (12), à fase vermelha do Plano São Paulo, com regras mais flexíveis em relação ao período da “fase crítica”, adotado na cidade há duas semanas. Com isso, Mogi volta a se alinhar às medidas determinadas pelo governo do Estado e anunciadas pelo vice-governador Rodrigo Garcia (DEM), na última sexta-feira (9).
A medida foi anunciada pelo prefeito Caio Cunha (PODE), durante uma live, realizada na noite de sexta. Na oportunidade, ele justificou a medida apontando os resultados positivos alcançados nos últimos dias, quando o índice de ocupação das UTIs na cidade caiu para 90%, depois de 24 dias de superlotação, acima de 100%.
“Parece pouco, mas as expectativas eram de que tal índice fosse extremamente mais alto , o que não aconteceu”, disse Caio, lembrando que a queda na ocupação dos hospitais mogianos se deveu também à abertura de novas vagas na região, onde Itaquaquecetuba montou um hospital de campanha e Suzano passou a contar com novas vagas na estrutura do Hospital das Clínicas.
Caio lembrou que a relação entre pacientes de Mogi e de outras cidades chegou a 50% durante algum tempo, quando o normal seria a ocupação de 70% dos leitos locais por mogianos e 30% de pacientes vindos de outras cidades.
Mesmo ainda aguardando a publicação do decreto do governado João Doria (PSDB) com as medidas relativas à fase vermelha, o prefeito de Mogi adiantou alguns pontos já definidos em relação à fase vermelha:
Toque de recolher – Vai continuar vigorando no período compreendido entre as 8 horas até às 5 horas do dia seguinte.
Comércio – Os bares e restaurantes também poderão voltar a realizar o “take away”, ou seja, permitir que o cliente os produtos no local, enquanto permanece a possibilidade da entrega em domicílio por meio do sistema “drive-thru”.
Venda de bebidas – O prefeito voltou a dizer que está vetado o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos de Mogi das Cruzes, mas que em nenhum momento, o decreto da fase crítica estabeleceu a proibição para que os supermercados ficassem proibidos de vender bebidas alcoólicas depois das 20 horas, como alguns chegaram a fazer.
Mercados – Volta a atender com a exigência de distanciamento de uma pessoa a cada 10 metros de distância, enquanto na fase anterior era de 20 metros. O prefeito pediu bom senso aos supermercados para evitar casos como o de uma senhora que foi proibida de entrar numa loja da cidade porque estava com uma criança recém-nascida no colo. “É óbvio que esta mulher não tinha com quem deixar seu filho em casa para ter de levá-lo para o supermercado. Ela não estava indo passear no supermercado, como vinha acontecendo com algumas famílias que levavam pais, avós, filhos, papagaio para as compras. O espírito da legislação era proibir justamente isso. E não um caso como da mãe que foi impedida de entrar com o filho no colo”, disse o prefeito, ressaltando a necessidade do “bom senso”.
Igrejas – As celebrações presenciais continuam proibidas e terão de ser realizadas por meio de transmissões via internet.
Escolas – Ainda que a fase vermelha determinada pelo governo Doria libere as escolas particulares e públicas para abrirem a partir de segunda-feira, o prefeito Caio Cunha disse que a Prefeitura de Mogi irá divulgar um decreto, também na segunda-feira estabelecendo alguns critérios para a volta às aulas nas escolas da cidade. A julga pelo que disse o prefeito na sua live, a proposta é permitir a liberação progressiva da volta dos alunos às salas de aula, mas os detalhes de tudo isso somente serão conhecidos a partir desta segunda (12).
Dinheiro – O prefeito também informou que enviou à Câmara um projeto de lei que prevê um auxílio de R$ 300 por funcionários dos empreendedores que se utilizam do Simples para recolhimento de seus impostos. Haverá também o auxílio emergencial de R$ 100 para pessoas comprovadamente carentes pelo período de três meses. O prefeito destacou o ineditismo dessas medidas, lembrando que é a primeira vez que Mogi oferece uma ajuda como essa a pessoas carentes e necessitadas. Ele também anunciou licitação para compra de novas cestas básicas e a distribuição de um cartão magnético que dará a seu portador condições de adquirir alimentos da cesta básica junto ao supermercados da cidade. Ele não adiantou quando isso começará a vigorar
Delivery – Num momento de descontração da live, o prefeito disse que havia sido questionado sobre o seu corte de cabelo, num momento em que as barbearias ou cabeleireiros estavam fechados. Ele explicou que nada impedia que as pessoas convocassem o barbeiro para que fosse até suas casas. Caio disse que seu cabelo foi cortado na Prefeitura. E insistiu em dizer que o “corte de cabelo delivery” não está proibido na cidade.
Ônibus – Respondendo a perguntas de internautas, Caio concordou que o transporte coletivo voltou a apresentar lotações e prometeu aumentar o volume de coletivos em circulação. “Nosso sistema de controle já havia detectado isso. O problema é que nos últimos dias, as pessoas voltaram a sair mais de casa, o que provocou a lotação dos ônibus. Tivemos cerca de 2 mil pessoas a mais no transporte coletivo. Por isso, vamos aumentar o número de ônibus”, prometeu o prefeito