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Mogi vai pedir adiamento do fechamento da passagem da Dr Deodato

O prefeito Caio Cunha (PODE) deve entrar em contato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até o fim da tarde desta quinta-feira (30) para tentar postergar o fechamento da passagem de nível para travessia de pedestres na rua Dr Deodato Wertheimer, prevista para domingo (02). Ele avalia também a possibilidade de a Administração […]

Por O Diário
30/12/2021 15h41, Atualizado há 56 meses

O prefeito Caio Cunha (PODE) deve entrar em contato com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) até o fim da tarde desta quinta-feira (30) para tentar postergar o fechamento da passagem de nível para travessia de pedestres na rua Dr Deodato Wertheimer, prevista para domingo (02). Ele avalia também a possibilidade de a Administração Municipal entrar com pedido na Justiça para suspender a medida, que de acordo com a estatal, é necessária para possibilitar a redução do intervalo entre os trens.

Opinião

CPTM tenta resolver um problema com proibições

Cunha assumiu esse compromisso durante um encontro no início desta tarde com um grupo de comerciantes, moradores, líderes religiosos e políticos da cidade, que foi pedir ajuda do prefeito para tentar manter aberto o acesso que liga o centro ao bairro do Mogilar.  Além dos problemas com a mobilidade de centenas de pessoas que utilizam o local diariamente, a medida deve prejudicar também diversos estabelecimentos comerciais instalados nas proximidades.

A decisão de procurar a Prefeitura foi tomada pelo grupo de cerca de 50 pessoas, após uma reunião, que aconteceu algumas horas antes na igreja Manancial da Fé, organizada pelo pastor Márcio Marques, para definir estratégias contra a medida anunciada pela CPTM. Estiveram presentes também a representante da Associação Comercial, Tânia Fukusen, os vereadores Clodoaldo de Moraes (PL) e Inês Paz (PSOL), além do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), que participou virtualmente.

O pastor explica que após protocolar na Prefeitura um abaixo assinado com adesão de mais de mil pessoas – assinaturas colhidas em menos de 24 horas-, o grupo foi atendido pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Gabriel Bastianelli, junto com o Caio Cunha, que também teria se manifestado contrário ao fechamento do acesso.

“Existe uma expectativa positiva de que a CPTM atenda ao pedido da cidade e volte atrás com essa decisão”, declarou Marques, que chama atenção para os impactos do fechamento do local para tanto para os pedestres como para o comércio do entorno.

Ele observa que os frequentadores da igreja dele também serão prejudicados, porque tem muitos idosos que usam a travessia e que teriam que andar um bom trecho para se deslocar até a passagem da Cabo Diogo Oliver para chegar até o templo.

Se o plano é fechar a passagem para dar mais agilidade ao trem, moradores e comerciantes alegam que o certo seria a CPTM providenciar uma passarela, com escada rolante para os usuários no local. O deputado Bertiolli disse que considera a “arbitrária” a decisão, porque, segundo ele, a empresa teria assumido o compromisso de só fechar a passagem da Deodato após a construção de uma passarela para a travessia.

Impactos

Os donos de comércios que estavam na reunião temem uma queda brusca nas vendas no trecho, que ficará praticamente isolado com o fechamento da passagem de nível. Um deles relatou durante o encontro que fez um empréstimo para melhorar o seu estabelecimento e agora com essa medida disse que não sabe mais como vai conseguir pagar o financiamento.

“Se fechar a passarela, vai fechar juntos os cerca de 50 comércios que funcionam neste trecho”, alertou Ricardo Teixeira, que tem um estabelecimento no local. Segundo ele, todos estão otimistas com a intervenção da Prefeitura e do próprio deputado Bertaiolli, que garantiu que o local não será fechado.

Ricardo observa ainda que além dos comércios próximos, o fechamento do acesso vai prejudicar o centro de compras Mogi Plaza. “Isso sem falar no grande movimento de alunos que estudam nas escolas do Mogilar que passam diariamente pelo trecho e que vão ter que se aglomerar e dar uma grande volta para utilizar a passagem da Cabo Diogo”.

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