Mogianos denunciam falta de calçada em comércio da Deodato
Os pedestres de Mogi das Cruzes convivem com a falta de calçadas ou paseios públicos muito estreitos desde muito tempo. A região central da cidade, com ruas com pouco espaço até para carros, reflete uma arquitetura urbana antiga que nos dias de hoje ainda não foi totalmente modificada para comportar o alto número de pessoas […]
19/11/2022 11h31, Atualizado há 45 meses
Os pedestres de Mogi das Cruzes convivem com a falta de calçadas ou paseios públicos muito estreitos desde muito tempo. A região central da cidade, com ruas com pouco espaço até para carros, reflete uma arquitetura urbana antiga que nos dias de hoje ainda não foi totalmente modificada para comportar o alto número de pessoas em circulação.
Há casos, como a denúncia recebida por O Diário, em que não há espaço para os pedestres, evidenciando descaso também com cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, que são obrigadas a andarem pela rua. Essa descrição se encaixa a um estabelecimento comercial da rua Dr. Deodato Wertheimer, próximo à passagem de nível da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Em registro feito por uma moradora do bairro do Mogilar é possível identificar na frente do comércio uma delimitação para o estacionamento de veículos, sem a demarcação de espaço de calçada.
A mogiana, que preferiu não se identificar, relatou a indignação com a situação. “É muito descaso. Tentei fazer alguma coisa a respeito postando nas redes sociais a foto que eu fiz. Não é só ali que temos dificuldade para passar, mas em alguns outros pontos da Doutor Deodato é muito parecido”, expôs a moradora, que afirmou passar com frequência naquela rua por morar no Mogilar.
Sobre o caso, o arquiteto Paulo Pinhal evidenciou que o problema tende a crescer na cidade: “Esse é um problema de mobilidade urbana. A cidade, geograficamente, não irá crescer nem as ruas, mas a população cada vez mais está crescendo e a nossa frota de automóveis também. Seria ideal que esse assunto fosse discutido dentro do Conselho de Mobilidade, só que esse conselho ainda não foi liberado pela Prefeitura. Eu acredito que levando essas situações para o conselho, a gente consiga encontrar soluções para esse tipo de problema que tem uma tendencia de aumentar”.
Questionada por O Diário, a Prefeitura de Mogi, por meio da Secretaria de Municipal de Segurança, informou que irá encaminhar uma equipe do Departamento de Fiscalização de Posturas ao local para ve verificar a reclamação. ”Constatadas irregularidades, serão adotadas as providências junto ao responsável pelo imóvel, de acordo com a legislação municipal”, esclareceu em nota.
Em Mogi das Cruzes, de acordo com a lei nº 4.630, de 27 de junho de 1997, no capítulo VI, artigo 15, “é obrigatória, nos terrenos edificados ou não, lindeiros às vias e logradouros públicos, dotados de pavimentação ou de guias e sarjetas, a execução dos respectivos passeios, mantendo-os sempre em perfeito estado de conservação”.
Desta forma, está previsto em lei que casas, comércios ou outros tipos de construções, são obrigados a terem um espaço de passagem para pedestres, realidade que nem sempre é observada na cidade, ou não respeitada por motoristas.
A O Diário, a Secretaria de Mobilidade Urbana enfatizou que a “fiscalização sobre o estacionamento de veículos sobre a calçada é feita pelos agentes municipais de trânsito e pela Polícia Militar”.
“O trabalho é realizado dentro das ações rotineiras dos profissionais e são mais intensas nos locais com maior índice de reclamações da população”, explicou a pasta.
Infrações como essas são puníveis com autuação grave, com aplicação de multa de R$195,23 e cinco pontos no prontuário do motoristas
Este jornal tem feito contínuos flagrantes pela cidade, onde é possível observar carros estacionados em calçadas ou situações similares à exposta nesta matéria.
Os mogianos que identificarem irregularidades que atrapalhem a passagem dos pedestres podem fazer denúncias pelo telefone 0800 77 30 194.