Moradores de Mogi temem novas festas e aglomerações no Ano-Novo
Comunidades de bairros e de regiões mais periféricas de Mogi das Cruzes estão apreensivas com a possibilidade de novos pancadões e fluxos na semana do Ano-Novo, quando esse tipo de festa costuma acontecer com maior frequência. Muitos locais registraram problemas com aglomerações na véspera de Natal e os moradores pedem providências das autoridades para evitar […]
27/12/2020 17h50, Atualizado há 67 meses
Comunidades de bairros e de regiões mais periféricas de Mogi das Cruzes estão apreensivas com a possibilidade de novos pancadões e fluxos na semana do Ano-Novo, quando esse tipo de festa costuma acontecer com maior frequência. Muitos locais registraram problemas com aglomerações na véspera de Natal e os moradores pedem providências das autoridades para evitar que isso se repita no município.
Um dos locais em que houve uma grande concentração foi no Parque Olímpico, onde aconteceu o fluxo. Muitos carros com som alto, consumo de álcool, drogas e bagunça.A festa começou na noite do dia 24 e só acabou no dia 25 à tarde.
“Nós tivemos uma noite muito complicada no Natal. A gente não quer que isso aconteça novamente no Ano-Novo. Tem que ter fiscalização para evitar isso. Além da bagunça, há ainda o problema da pandemia. É muito perigoso muita gente junto assim”, afirma uma das moradoras do Parque Olímpico, que prefere não se identificar.
Segundo relatos, as pessoas chegavam para a festa e estacionavam os seus carros em frente às garagens, deixando os moradores ilhados, sem poder sair de casa.
As imagens do evento publicadas nas redes sociais mostram muita gente nas ruas, que amanheceram completamente sujas, com garrafas quebradas, copos de plásticos, e outros objetos. Reportagem da TV Diário mostrou que além dessa festa, teve também aglomerações no Butujuru e em outros pontos do município.
Morador naquela região de Braz Cubas, o vereador eleito Edinho do Salão também demonstra preocupação com o problema e cobra a adoção de políticas públicas e atenção maior para os jovens dessas localidades.
Na avaliação dele, são bairros onde a juventude está desamparada. “Isso acaba sendo um reflexo da falta de políticas públicas eficazes”, comenta, ao reforçar que não é correto apenas “atirar pedras”, sem tentar enxergar a raiz do problema. Ele alega que “todos podem se divertir, porém tudo tem limite e isso precisa ser combatido, ainda mais na pandemia”.
Além de falar dos problemas, ele entende que para evitar problemas assim em 2021, “a Prefeitura precisa de fato agir e ocupar esses lugares. Ocupar com lazer, música e educação”. Ele defende ainda que mais projetos sejam desenvolvidos nestes bairros, para que “as festas não sejam as únicas distrações dos jovens”.
Durante o evento no Parque Olímpico, moradores disseram que agentes de segurança e de fiscalização foram acionados e até circularam pelo local, mas não tomaram providências.
A reportagem de O Diário tenta contato com assessores da Prefeitura e responsáveis pela Guarda Municipal para cobrar um posicionamento e saber sobre a fiscalização em Mogi, mas até a tarde deste domingo não obteve resposta.