Moradores preparam protesto contra situação precária da estrada da Volta Fria
Moradores ameaçam fazer um grande protesto para chamar atenção do Estado e do Município sobre a necessidade de obras de pavimentação da estrada da Volta Fria, principal acesso das famílias que reclamam dos problemas diários que enfrentam para transitar pelo local, utilizado por caminhões de coleta de lixo que fazem o percurso diariamente para levar […]
21/07/2021 18h28, Atualizado há 61 meses
Moradores ameaçam fazer um grande protesto para chamar atenção do Estado e do Município sobre a necessidade de obras de pavimentação da estrada da Volta Fria, principal acesso das famílias que reclamam dos problemas diários que enfrentam para transitar pelo local, utilizado por caminhões de coleta de lixo que fazem o percurso diariamente para levar os resíduos até a estação de transbordo, localizada nas proximidades.
O vendedor Antônio Carlos Domiciano disse que a situação “está insuportável”. Ele mora no ramal 22, perto da estrada, e relata que recentemente foi aberta uma valeta enorme por causa de uma mina de água que tem local, o que complicou ainda mais as condições estrada, que tem problemas com buracos que se forma em todo o trajeto por conta do trânsito pesado das carretas.
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A Prefeitura, segundo ele, fez um reparo no local, na última semana, e também tapou reparos outros buracos que estavam abertos. Porém, Antônio observa que “foi uma maquiagem”, já que não para resolveu o problema da valeta, que já está afundando.
Ele disse que as reivindicações de moradores e promessas políticas de pavimentar o trecho vem se arrastando há muitos anos. “Se a valeta abrir novamente, vamos organizar um grande protesto, queimar pneus e até mesmo interditar a estrada, porque os moradores, que são muitos, já não aguentam mais a situação”, alerta, ao reclamar do descaso dos gestores públicos com o drama das famílias.
Antônio disse também que por conta das dificuldades para passar pelo local, os caminhões de lixo espalham chorume pelo caminho, deixando cheiro ruim, além de riscos de contaminação.
A diarista Zilda, Zilda dos Santos Ribeiro, que também reside próxima ao local, confirma os relatos. Ela conta que há alguns dias teve que levar a mãe ao médico e ficou no meio do caminho porque pneu do carro estourou ao passar pela valeta.
Segundo ela, “quando está sol, os moradores têm que conviver com a poeira da estrada de terra, que se transforma em um grande lamaçal em dias de chuva”.
A situação é ainda mais complicada para os moradores por conta da precariedade da ponte que faz a ligação do bairro com a região central de Jundiapeba, “cada dia mais perigosa”, como diz a moradora.
O equipamento está interditado para passagem de ônibus e veículos pesados. Sem o transporte público, Zilda explica que para chegar, por exemplo, ao Unica, equipamento de saúde do distrito, precisa pegar o ônibus e ir até o centro para depois embarcar em um segundo coletivo até o local.
A reportagem de O Diário questionou a Prefeitura sobre os serviços realizados e projetos de melhorias para a estrada da Volta Fria, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria