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Mudanças no Placidina provocam reação e Igreja fala em reestruturação

Apenas uma das quatro religiosas da Congregação das Irmãs Ursulinas da Sagrada Família Mogi das Cruzes foi mantida pela direção do Instituto Dona Placidina, após a demissão das responsáveis pela diretoria e coordenação pedagógica da escola que possui cerca de 1,7 alunos e nove unidades de ensino. As mudanças na condução da unidade de ensino […]

Por O Diário
03/07/2021 08h40, Atualizado há 61 meses

Apenas uma das quatro religiosas da Congregação das Irmãs Ursulinas da Sagrada Família Mogi das Cruzes foi mantida pela direção do Instituto Dona Placidina, após a demissão das responsáveis pela diretoria e coordenação pedagógica da escola que possui cerca de 1,7 alunos e nove unidades de ensino.

As mudanças na condução da unidade de ensino provocaram a reação da comunidade escolar e de ex-alunos, como O Diário divulgou quinta-feira última.

A saída da irmã Elena Ramos Bonfim, que há 10 anos conduzia a ação pedagógica, foi decidida, segundo afirma nota emitida pela Diocese de Mogi das Cruzes, pela diretoria executiva do estabelecimento, coordenada pelo padre João Paulo da Silva, designado para o cargo pelo bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini.

O Diário mostrou a reação à saida de irmã Elena, do Placidina

Procurados por O Diário, o padre João e o bispo diocesano disseram que o posicionamento é o contido no esclarecimento divulgado. Nele é confirmado o desligamento das profissionais e informado que a medida faz parte de uma reestruturação em curso na entidade.

A congregação religiosa integra a Ordem de Santa Úrsula, com sede em Roma, na Itália, e preza como característica uma sólida experiência em serviços sociais e educacionais voltados a crianças e adolescentes. 

Em Mogi das Cruzes, a representação chegou no final da década de 1960 para atuar no Instituto Dona Placidina, a convite do primeiro bispo da cidade e região, dom Paulo Rolim Loureiro.

Desde então tem se destacado na condução da escola administrada pela Igreja Católica, e que mantém bolsas de estudos a uma parte do alunato. 

O nome do Instituto Dona Placidina na educação privada é reconhecido há 90 anos, quando essa obra social foi iniciada. Milhares de mogianos passaram pelos bancos escolares da instituição categorizada pelo ensino de qualidade. Mesmo entre os não bolsistas há uma disputa por uma vaga porque os valores das mensalidades eram atrativos a pais que optavam pelo ensino particular.

A Congregação das Irmãs Ursulinas também atua no Conjunto Santo Ângelo, onde desenvolve um  serviço social que atende crianças e adolescentes fora do horário escolar. No bairro está localizada a sede desta ordem religiosa.

A notícia sobre o afastamento de irmã Elena provocou reação entre ex-estudantes e pais de alunos, pela forma inusitada do desligamento: há meio século as irmãs conduzem essa obra educacional.

 Uma petição coletiva online pede a revogação da determinação. Até ontem, mais de 400 pessoas já haviam declarado apoio à iniciativa do jornalista Francisco Ornellas.

Na nota, a diretoria executiva afirma que as decisões atendem a “uma reestruturação decidida em conjunto pela diretoria executiva. E é desta forma que deu-se o desligamento da direção pedagógica e da coordenação pedagógica de alguns ciclos”.

Esclarece ainda que as mudanças não interferem na relação entre o Placidina com a congregação religiosa. No entanto, apenas uma religiosa foi mantida na unidade, segundo apurou O Diário.

Não se tem informações sobre quem deverá assumir os cargos abertos na escola que, mesmo diante da pandemia, diferente de outros locais, não reduziu salários e nem interrompeu a rotina educativa.

Além do padre João Paulo, integram a diretoria Olívio Alves da Silva Neto, Robson Nunes Martinelli, Sueli Moraes Braz, Carlos Thyago Constantino dos Santos e Ivonilce Condé Silveira Martins. Acima desse colegiado está o Conselho Curador, presidido por dom Pedro Stringhini.

Historia

A fundação que hoje leva nove unidades escolares em Mogi das Cruzes começou quando, em testamento, o padre mogiano João Lourenço de Siqueira deixa os bens à Mitra Arquidiocesana de São Paulo, com expressa condição: a construção de um casa para atender meninas pobres e órfãs. Placidina era o nome do sacerdote que faleceu em 1924.

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