Mulheres estarão à frente das secretarias de Gestão, Cultura e Infraestrutura Urbana
Na manhã desta terça-feira (29), o prefeito eleito Caio Cunha (PODE), junto à co-prefeita Priscila Yamagami (PODE), fez uma apresentação virtual das responsáveis por três secretarias da Prefeitura. A pasta de Gestão ficará a cargo de Flávia Goulart, enquanto Cultura com Kelen Chacon e Infraestrutura Urbana – que vai unir Obras e Serviços Urbanos – […]
29/12/2020 11h58, Atualizado há 66 meses
Na manhã desta terça-feira (29), o prefeito eleito Caio Cunha (PODE), junto à co-prefeita Priscila Yamagami (PODE), fez uma apresentação virtual das responsáveis por três secretarias da Prefeitura. A pasta de Gestão ficará a cargo de Flávia Goulart, enquanto Cultura com Kelen Chacon e Infraestrutura Urbana – que vai unir Obras e Serviços Urbanos – com Camila Souza.
Para Cultura foi anunciado ainda o nome da secretária-adjunta, que será Lúcia Gonçalves. O mesmo aconteceu com Infraestrutura, que terá Leila Alcântara na ocupação do cargo.
Formada em Administração, Flávia já atuou na coordenação de projetos para melhor a gestão pública em diferentes estados do País, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Ela tem ainda mestrado em Políticas Públicas e Administração, que fez em Harvard, nos Estados Unidos. Trabalhou ainda por dois anos como secretária-adjunta no Ministério da Economia, na área de gestão de pessoas.
Em 2018, Flávia chegou a ser candidata a deputada federal pelo partido Novo, mas não ganhou. Ela recebeu 17.847 votos e, na época, declarou R$ 103.475 em bens.
“Com essa minha experiência eu pude aprender muito e agora quero somar e continuar aprendendo na esfera municipal. Acredito que vá ser uma jornada maravilhosa para a gente poder valorizar os servidores e os serviços públicos, resgatar essa confiança e prestar os serviços de qualidade, que é o que o cidadão espera da gente”, disse durante a apresentação.
A responsável pela pasta de Cultura, assim como a adjunta, já atua na Administração Municipal, mas atualmente na pasta de Educação. Kelen é servidora pública há 27 anos e tem graduação em História, com mestrado em Semiótica aprofundado em Antropologia Cultural. Um dos motivos pela escolha desses dois nomes, Lúcia também integra a pasta atual de Educação, é justamente a ligação que Cunha pretende fazer entre os dois setores.
“Acho que o principal desafio é manter a qualidade da gestão de excelência que o Mateus Sartori fez e conseguir ampliar para chegar onde ele não chegou. Ele deixou uma Secretaria muito bem estruturada, mas precisamos fazer os equipamentos chegarem onde eles não existem, nos bairros mais periféricos. Precisamos resgatar as vozes de todos os artistas, os costumes, os saberes e dar representatividade a todos os segmentos”, afirmou Kelen.
Camila, que estará com a nova Secretaria de Infraestrutura, é formada e Engenharia Elétrica. Ela tem experiência no setor privado, na área de gerenciamento e gestão de manutenção, e já atuou no mesmo setor dentro da Petrobras. Leila, a adjunta, é formada Engenharia Civil e tem em pós-graduação em Gerecimento de Obras, tendo 35 anos de carreira.
“Temos muitos e grandes desafios ao longo desse nosso período de trabalho, mas eu creio que a gente tenha que dar atenção para a prestação de serviços essenciais que impactam, princialmente, as regiões mais periféricas. Precisamos dar continuidade ao que é bom e sempre buscar melhoria junto a outras secretarias, porque infraestrutura condiciona toda a população mogiana”, falou Camila.
Mudanças
Durante a gestão de Marcus Melo (PSDB) a coordenadoria de Turismo foi fundida com a Secretaria de Cultura. Cunha revelou que o setor deverá voltar para a pasta de desenvolvimento econômico. Para a diretoria do Serviço Municipal de Águas e Esgoto ele contou que um nome técnico, que deverá ser anunciado nos próximos dias, está sendo avaliado.
Já a coordenadoria de habitação poderá ser transformada em Secretaria de Habitação, mas somente em 2022. “Há um interesse nosso em fazer isso, porque a diferença de custo é muito pequena e a Secretaria dá uma condição maior para que a cidade receba alguns benefícios e programas dos governos Estadual e Federal. Mogi é uma cidade de quase meio milhão de habitantes, com uma migração muito grande de pessoas para cá e o deficit habitacional tem crescido. Queremos dar melhores condições para as pessoas que vivem aqui”, ressaltou.