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Mulheres ocupam prefeituras, câmaras e secretarias no Alto Tietê

Nas 10 cidades da região do Alto Tietê, duas mulheres foram eleitas prefeitas e uma vice nas últimas eleições. Priscila Gambale (PSD), 35 anos, assumiu a cadeira do Executivo de Ferraz de Vasconcelos, Márcia Bin de Sousa (PSDB), 52, tomou posse do cargo em Poá e Priscila Yamagami Kähler (PODE), 49, é a vice do […]

Por O Diário
08/01/2021 16h22, Atualizado há 67 meses

Nas 10 cidades da região do Alto Tietê, duas mulheres foram eleitas prefeitas e uma vice nas últimas eleições. Priscila Gambale (PSD), 35 anos, assumiu a cadeira do Executivo de Ferraz de Vasconcelos, Márcia Bin de Sousa (PSDB), 52, tomou posse do cargo em Poá e Priscila Yamagami Kähler (PODE), 49, é a vice do prefeito Caio Cunha em Mogi das Cruzes, onde a Câmara Municipal passou de uma parea três vereadoras: Inês Paz (PSOL), Maria Luiza Fernandes, a Malu (SD), e Fernanda Moreno (MDB).

Sete mulheres também foram escolhidas para comandar secretarias na nova gestão da Prefeitura de Mogi. A representatividade é positiva, mas ainda aquém do ideal.

Segundo informações da Organização das Nações Unidades (ONU) Mulheres, o Brasil ocupa a 140ª posição em participação feminina no ranking global de 193 países. “Isso é grave quando consideramos que as mulheres são 52% da população, têm em média, no Brasil, nível de instrução mais alto do que os homens, sendo que, do ponto de vista da educação formal, estão mais qualificadas do que eles para exercer estes cargos. Além do mais, elas representam 43% dos chefes de família no país e têm papel econômico importante na sociedade, mas nada disso vem refletindo na participação equilibrada de homens e mulheres na política brasileira”, explica a cientista social Carolina Pavese.

De maneira geral, a profissional avalia com preocupação o resultado das eleições de 2020, quando segundo ela, houve candidatura recorde de mulheres, esforços de coletivos, grupos feministas e partidos políticos em tentar promover a eleição de mais mulheres, campanhas e candidaturas coletivas, além de um número expressivo de eleitoras indo às urnas, mas o resultado foi muito pequeno em termos de avanços dessa representação feminina em relação a 2016.

“Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que há quatro anos, 11,57% das prefeituras eram ocupadas por mulheres e agora iniciamos 2021 com 13%. É um aumento pequeno, já que desde 1997, a lei exige que 30% das candidaturas sejam de outro sexo, ou seja, podemos ter um partido com 70% de homens e 30% de mulheres, que é o que geralmente acontece, mas a cota também funcionaria ao reverso”, avalia Carolina.

A especialista

Carolina Pavese é cientista social e doutora em Relações Internacionais pela London School of Economics. Atualmente, trabalha como professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)/SP.

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