Neto condenado pela morte do avô consegue habeas corpus e responderá em liberdade
A Justiça concedeu liminar ao pedido de habeas corpus ingressado pela defesa do médico Lothar Gustav Hoehne Katmaier, condenado a 28 anos de reclusão pela morte a facadas do avô paterno, o empresário Gerhard Kaltmaier. A decisão desta quinta-feira (30) revogou a prisão preventiva – determinada após júri popular realizado 10 anos após a morte […]
30/09/2021 17h49, Atualizado há 59 meses
A Justiça concedeu liminar ao pedido de habeas corpus ingressado pela defesa do médico Lothar Gustav Hoehne Katmaier, condenado a 28 anos de reclusão pela morte a facadas do avô paterno, o empresário Gerhard Kaltmaier.
A decisão desta quinta-feira (30) revogou a prisão preventiva – determinada após júri popular realizado 10 anos após a morte e que durou mais de 12 horas, no Fórum Criminal de Mogi das Cruzes, em Braz Cubas, na última segunda-feira (27) -, e concedeu a liberdade provisória a Lothar.
O júri popular considerou o neto culpado pelo crime de homicídio doloso (com intenção) com as três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime aconteceu em 2011, quando Lothar tinha 24 anos e o avô, dono de empresa de locação de imóveis, estava com 81. O neto era estudante de Medicina e não foi preso em flagrante. Alguns dias após o crime, ele se apresentou na delegacia, confessou ter matado o avô no escritório em que ele trabalhava e passou a responder em liberdade.
O médico alega, no processo, que motivo da discussão que levou ao assassinato do avô foi financeiro. Ele relatou que havia ido ao escritório de Gerhard buscar o dinheiro referente a um débito que o pai dele tinha no Paraná, no valor de R$ 2 mil, e que, na ocasião, o avô começou a falar de seu pai, criticando-o por não ter se formado na universidade, que ainda dependia das finanças do avô e que Lothar estaria indo pelo mesmo caminho.
Segundo ele, o avô era contra ele e sua irmã cursarem Medicina, porque considerava que o seu pai não tinha condição para bancar o curso que, segundo o neto, era custeado pela mãe, pai e avó materna, e sempre foi contra o casamento dos seus pais.
Durante a discussão, no momento em que o avô teria insultado a mãe dele, Lothar disse que ficou “cego”, olhou para a mesa e viu a faca. Se lembra de ter dado dois ou três golpes na região do ombro esquerdo, mas não imaginou que teria matado o avô.