No Pró-Criança, grande parte dos pacientes mora fora de Mogi
Nos meses de janeiro e fevereiro, 41% e 34%, respectivamente, dos atendimentos realizados no Pró-Criança, no bairro do Mogilar, em Mogi das Cruzes, foram a pacientes que declararam residir em outros municípios. O levantamento é da Secretaria Municipal de Saúde, que registrou no início desta semana, movimento acima da média na unidade, o que elevou […]
16/03/2022 17h09, Atualizado há 53 meses
Nos meses de janeiro e fevereiro, 41% e 34%, respectivamente, dos atendimentos realizados no Pró-Criança, no bairro do Mogilar, em Mogi das Cruzes, foram a pacientes que declararam residir em outros municípios.
O levantamento é da Secretaria Municipal de Saúde, que registrou no início desta semana, movimento acima da média na unidade, o que elevou o tempo de espera pelos serviços oferecidos no local.
De acordo com a pasta, dos 6.417 atendimentos realizados em janeiro, 2.700 pacientes não eram residentes em Mogi das Cruzes e, em fevereiro, dos 6.104, 2.100 não tinham domicílio no município. “Como se trata de um Pronto Atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), não há como negar socorro”, explica a secretaria, por meio de nota enviada na tarde desta quarta-feira (16) a O Diário.
Nesta segunda-feira (14), pais e responsáveis por crianças que buscaram atendimento para os menores no equipamento de saúde enfrentaram longa espera para passar em consulta.
Murilo e Rebeca Oliveira, pais de Davi Lucca, 6 anos, e Matheus, 8 meses, procuraram este jornal na segunda-feira para relatar que chegaram ao local às 9 horas com os dois filhos e esperaram até as 17h50 pela consulta.
Na ocasião, questionada por este jornal, a Secretaria Municipal de Transparência e Comunicação informou que o Pró-Criança estava com aproximadamente três horas de espera devido ao movimento acima da média registrado na segunda-feira (14). “Não há falta de médicos. Neste momento, quatro profissionais estão atendendo, porém são mais de 200 fichas já realizadas”, trouxe a nota encaminhada naquele dia a O Diário.
Após a publicação da reportagem deste jornal, mostrando a demora por atendimento no Pró-Criança, vários leitores postaram comentários nas redes sociais relatando que grande parte dos pacientes que procuram atendimento no local reside em outras cidades, por isso a alta demanda registrada no equipamento mogiano.