NotreDame descarta descredenciamento de clinicas em Mogi
Pacientes que tem plano de saúde da NotreDame Intermédica em Mogi das Cruzes, reclamam do descredenciamento e de restrições para atendimento de algumas categorias de convênios em clinicas da cidade. A informação, no entanto, é descartada pela empresa de medicina privada. Algumas dessas clinicas consultadas pela reportagem de O Diário informam que estão deixando de […]
21/09/2021 16h19, Atualizado há 59 meses
Pacientes que tem plano de saúde da NotreDame Intermédica em Mogi das Cruzes, reclamam do descredenciamento e de restrições para atendimento de algumas categorias de convênios em clinicas da cidade. A informação, no entanto, é descartada pela empresa de medicina privada.
Algumas dessas clinicas consultadas pela reportagem de O Diário informam que estão deixando de atender planos mais antigos, classificados, por exemplo como 93 e 94, entre outros, mas não esclareceram os motivos.
Uma delas é a Musa. Há relatos de pacientes que vinham fazendo tratamento e que na semana passada foram informados pelos próprios médicos que atendem no local sobre o descredenciamento. Porém a direção da clínica não informou ainda quais seriam os planos estão liberados e como deve ser atendimento a partir de agora.
Há comentários de que esse descredenciamento pode ser efetivado no próximo mês, mas as informações ainda não estão confirmadas. A empresa, apesar da insistência da reportagem cobrando explicações sobre as mudanças no atendimento dos planos até para esclarecer os pacientes que tem procurado o jornal, nega qualquer descredenciamento.
Em nota, diz que “não houve a mencionada ação de descredenciamento”. Acrescenta apenas que “os casos pontuais seguem normativas dos órgãos reguladores, com prévia comunicação aos usuários”, sem esclarecer quais seriam esses pontuais.
Médicos da cidade que preferem não se identificar, acreditam que esse descredenciamento das clinicas e consultórios deve ocorrer de forma gradativa. Segundo eles, essa é uma prática que vem sendo adotada por grandes empresas de medicina privada. Quando chegam em uma cidade grande, como Mogi, por exemplo, começam a montar equipes paralelas de médicos, e quando conseguem formar o seu próprio time, descredenciam os serviços de parceiros.
Esses profissionais alegam que, mesmo negando, isso já vem acontecendo em Mogi. Segundo eles, tudo indica que o objetivo da Notredame é concentrar todo o atendimento no equipamento que ela administra no Jardim Santista, onde funcionava a antiga Samed.
Na opinião desses médicos, se isso realmente acontecer, os pacientes vão sofrer uma queda da qualidade de atendimento, pela quantidade de pessoas que devem lotar diariamente o espaço.