Novo gestor da UTI da Santa Casa registra queda na taxa de mortalidade
Os novos gestores da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Mogi das Cruzes afiram que houve uma queda de 42 pontos percentuais na taxa de mortalidade entre os meses de setembro e outubro. Já a redução do índice de infecção foi de 100%. Os resultados iniciais divulgados são creditados à adoção de […]
15/12/2021 17h58, Atualizado há 56 meses
Os novos gestores da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Mogi das Cruzes afiram que houve uma queda de 42 pontos percentuais na taxa de mortalidade entre os meses de setembro e outubro. Já a redução do índice de infecção foi de 100%. Os resultados iniciais divulgados são creditados à adoção de medidas como a visita diária multidisciplinar realizada pelos médicos intensivistas a todos os pacientes internados na UTI.
A unidade está sob o comando da Global Med desde setembro. Em números absolutos, a diferença chama atenção. Foram 11 óbitos em setembro, e 1 em outubro. Porém, para a medição da taxa de mortalidade, outros parâmetros são aferidos. A empresa responde apenas da UTI adulto.
O médico Cássio Miname, da Global Med, explca que a manutenção de um novo profissional no espaço pode ter produzido esse resultado: “Trata-se de um líder. Ele passa todos os dias na unidade falando a mesma língua. Como a rotatividade de plantonista dentro do setor é diária, a cada 12 horas, esse diarista consegue dar continuidade no raciocínio que ele teve no dia anterior e, consequentemente, caminhar para o mesmo objetivo. Este novo procedimento contribuiu muito para o resultado positivo”, disse ele, ao lado do responsável técnico pela unidade, o médico José Alberto Iasbech.
Segundo eles, a taxa de mortalidade em setembro era de 45% no setor. “Assumimos a UTI no dia 27 de setembro e no final de outubro a taxa caiu para 3%. Outro fator que colaborou para esse cenário foi o uso do antibiótico precoce, ou seja, o médico vê o paciente, reconhece que ele está com uma suspeita de infecção e inicia o tratamento com o antibiótico de modo precoce”, detalhou.
Infecção
Outra ação foi a diminuição do tempo de ventilação mecânica. “Aqueles pacientes que precisavam ficar intubados a gente conseguiu reduzir o tempo da necessidade de ventilação mecânica e, consequentemente, diminuiu a taxa de infecção”.
O gerente-médico explica que o relatório da infectologia da Santa Casa referente a outubro dentro da UTI apontou uma redução de 100% dos casos de pneumonia associados à ventilação mecânica, que caiu de 11% para zero em um mês, e de infecção sanguínea, passando de 5% para zero.
“Vale lembrar que esses dados variam de mês a mês, de modo que sempre haverá infecções mensais, mas em algumas situações elas não acontecem em detrimento do perfil do paciente”, pontuou Miname. Para ele, os bons índices de modo geral são resultados da gestão da unidade como um todo. “Entendemos essa ala crítica, com os seus maiores problemas, e atacamos esses problemas. Com isso os indicadores caíram e muitas vidas foram salvas”.
Os resultados foram apresenta à Santa Casa de Mogi, em palestra promovida no último dia 24 pela Global Med para a equipe do hospital. Opresidente do Conselho Fiscal da unidade hospitalar, Flávio Ferreira Mattos, destacou a importância dos novos procedimentos adotados. “Essa parceria veio em boa hora, no momento em que a Santa Casa atua com o propósito de oferecer o melhor atendimento. Sem contar que essa redução da mortalidade dá mais tranquilidade e respaldo para o médico cirurgião, porque ele sabe que vai fazer o seu trabalho com toda qualidade durante a cirurgia e o paciente vai seguir bem cuidado e saudável até o momento da alta”, finalizou.