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Óbitos entre 40 a 49 anos aumentam mais de 100% em Mogi

O aumento de mais de 115% no número de óbitos de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 40 e 49 anos, e de 87% na população com idade entre 30 e 39 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil de Mogi das Cruzes no mês de abril, o segundo pior desde o início da […]

Por O Diário
20/05/2021 13h12, Atualizado há 63 meses

O aumento de mais de 115% no número de óbitos de pessoas mais jovens, na faixa etária entre 40 e 49 anos, e de 87% na população com idade entre 30 e 39 anos, contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil de Mogi das Cruzes no mês de abril, o segundo pior desde o início da pandemia na cidade, são claros em apontar que a vacinação em massa de sua população é o melhor caminho para a crise de saúde pública causada pela Covid-19. 

Ainda aguardando o cronograma de vacinação para suas idades na cidade, a população mais jovem viu crescer os números absolutos e percentuais de óbitos no último mês, mesmo quando comparados a março deste ano, o mês com maior número de mortes causadas pelo novo coronavírus em Mogi das Cruzes, e também em relação à média de mortes de sua faixa etária desde o início da pandemia. 

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros. 

Em Mogi das Cruzes, a faixa etária que registrou o maior percentual de aumento em relação à média desde o início da pandemia foi a da população entre 40 e 49 anos, crescimento de 115% no número de óbitos em abril na comparação com o período que vai de março de 2020 a março de 2021. Mas, indo na contramão, os números absolutos de falecimentos desta faixa etária diminuíram em abril, passando de 32 em março para 43 no último mês. 

Já a faixa etária entre 30 e 39 anos houve um crescimento de 87% na quantidade de óbitos em abril quanto ao período de março de 2020 a março de 2021. Com números absolutos de 18 em março e 12 em abril. A população com idades entre 50 aos 59 anos viu o aumento do número de óbitos crescer 57% em relação à média para esta faixa etária desde o início da pandemia. Os números absolutos foram 73 em março e 60 no último mês. Outra faixa etária que registrou crescimento foi as de pessoas entre 20 e 29, com um aumento de 26%, mantendo uma quantidade de quatro óbitos nos meses de março e abril. 

Ainda em crescimento, mas em patamares inferiores, a população entre 60 e 69 anos registrou aumento de mortes de 16% em relação à média desta idade no período, e uma diminuição de falecimentos passando de 102 em março para 87 em abril. Nas demais faixas etárias, já vacinadas, o número de óbitos caiu em relação à média desde o início da pandemia, reduzindo 32% na faixa entre 70 e 79 anos, 50% entre 80 e 89 anos, e 71% na população entre 90 e 99 anos. 

Estado de São Paulo 

Em relação ao estado de São Paulo, os números estão à frente da média do Brasil em todas as faixas etárias. Entre a população de 20 a 29 anos, o crescimento percentual paulista foi de 53%, enquanto no País foi de 38%. Na faixa que vai dos 30 aos 39, São Paulo viu os óbitos crescerem 73%, enquanto o Brasil registrou aumento de 56%. O cenário se repetiu nas faixas de 40 a 49 anos, 66% x 57%, 50 a 59 anos, 56% x 54%, e 60 a 69 anos, 24% a 22%. 

Sobre a Arpen/SP 

Fundada em fevereiro de 1994, a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP) representa os 836 cartórios de registro civil, que atendem a população em todos os 645 municípios do Estado, além de estarem presentes em outros 169 distritos e subdistritos, realizando os principais atos da vida civil de uma pessoa: o registro de nascimento, casamento e óbito.

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