Operação na Vila São Francisco faz demolição de 113 barracos desocupados
A operação que cumpriu ordem judicial para evitar a expansão da ocupação na Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, derrubou 113 barracos no local. De acordo com a Prefeitura de Mogi, todas estas são “unidades inacabadas e desocupadas, sem indício de utilização recente”. Esta movimentação é de sexta-feira (3), quando cerca de 100 pessoas […]
04/06/2022 14h49, Atualizado há 50 meses
A operação que cumpriu ordem judicial para evitar a expansão da ocupação na Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, derrubou 113 barracos no local. De acordo com a Prefeitura de Mogi, todas estas são “unidades inacabadas e desocupadas, sem indício de utilização recente”.
Esta movimentação é de sexta-feira (3), quando cerca de 100 pessoas – entre agentes municipais, oficiais de Justiça e também policiais, que prestaram apoio – cumpriram decisão judicial dada pelo juiz Bruno Machado Miano, da Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes.
A ação consiste “no desfazimento de unidades inacabadas e desocupadas, sem indício de utilização recente”. Portanto, a operação não envolve “transferência ou remoção de pessoas”, como já havia informado a Prefeitura, em nota.
O objetivo é “evitar novas invasões, evitar o uso dessas construções por terceiros, como esconderijo ou local de prática de ilícitos, melhorar o planejamento daquela área e impedir a comercialização dessas construções, criando-se um loteamento clandestino”.
O Diário está solicitando balanço detalhado da operação deste sexta-feira, mas a única informação enviada até o momento é o número de barracos derrubados.
No início das atividades, a administração municipal divulgou uma nota (clique aqui para ler na íntegra) reconhecendo 193 unidades ocupadas – para as quais ainda é preciso aguardar decisão judicial de retirada de moradeores. No entanto, as lideranças do movimento que luta por moradia afirmam que o número correto é 327.
Anteriormente, em abril, quando houve uma ação solidária de Páscoa na Vila São Francisco, Luiz Ricardo Alves, 36 anos, representante do Movimento Ocupa Mogi e morador da ocupação, disse a O Diário que 317 famílias – ou 742 pessoas – viviam na Vila São Francisco, em “situação precária”.