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Pandemia adia planos de ocupação no entorno da Avenida das Orquídeas

Dois anos após a abertura da Avenida das Orquídeas, entre a Vila São Francisco e o Distrito de Jundiapeba, o corredor se transformou, como previsto, em alternativa à SP-66, a Mogi-Suzano, registrou 39 acidentes, com duas vítimas fatais, e segue esperando a ocupação dos imóveis vazios cotados para o desenvolvido daquela região antes isolada do […]

Por O Diário
14/07/2021 15h52, Atualizado há 61 meses

Dois anos após a abertura da Avenida das Orquídeas, entre a Vila São Francisco e o Distrito de Jundiapeba, o corredor se transformou, como previsto, em alternativa à SP-66, a Mogi-Suzano, registrou 39 acidentes, com duas vítimas fatais, e segue esperando a ocupação dos imóveis vazios cotados para o desenvolvido daquela região antes isolada do sistema viário mogiano.

A Avenida das Orquídeas foi inaugurada pelo governador João Doria (PSDB) em 13 de julho de 2019, em solenidade.

Com ciclovia, duas pistas e corredor para ônibus em 3,5 quilômetros, ela integra o Corredor Leste-Oeste, entre as avenidas Cavalheiro Nami Jafet e a Guilherme Giorgi, e custou cerca de R$ 100 milhões. É uma obra de mobilidade, com potencial para ser um vetor do crescimento urbano em área inabitada, ao lado da linha ferroviária.

Até o momento, segundo a Prefeitura, ainda não há nenhum projeto protocolado  para a construção de empreendimentos residenciais ou comerciais naquela vizinhança, o que está ligado diretamente à paralisia da economia iniciada alguns meses após a passagem dos primeiros carros por ali, em março do ano passado, com o início da pandemia da Covid-19.

Antes da inauguração, havia rumores sobre projetos acalentados por proprietários de imóveis daquela região, como a construção de um segundo shopping em Mogi das Cruzes. Porém, a crise sanitária impôs freio ao mercado imobiliário.

A avenida cumpre papel  no escoamento do tráfego antes concentrado no corredor da SP-66, entre Mogi e Suzano. Infelizmente, a Prefeitura ainda não fez uma contagem do total de veículos que utilizam a passagem pela mais nova rota viária.

Nestes dois anos, 39 acidentes foram registrados na via, sendo que duas mortes ocorreram: uma em 2019 e outra em 2020. A Prefeitura não tem planos imediatos de intervenção no local, masá atua para mediar conflitos com a colocação de uma lombada eletrônica educativa (tipo 2), que não gera autuação aos motoristas velocistas, na avenida Guilherme George, no prolongamento da avenida no sentido Suzano.

De janeiro a maio deste ano, 10 acidentes foram registrados no caminho caracterizado por ser uma reta. E, por isso mesmo, um estímulo ao desenvolvimento da velocidade. O traçado está no itinerário da linha municipal que atende os moradores do Distrito de Jundiapeba.

Lazer

Um uso popular marcante da Avenida das Orquídeas, desde a abertura, pode ser observado aos finais de semana, quando dezenas de pessoas utilizam os terrenos vagos ao lado das duas pistas e ciclovia para o lazer familiar.

Moradores usam essa área para esportes e o convívio ao ar livre. Com vista para a Serra do Itapeti e cercada de vegetação, a opção de lazer foi incorporada na rotina dos sábados, domingos e feriados..

A demanda espontânea antecipa, de certa forma, um dos planos antigos do governo municipal: a construção de um segundo parque nesta região da cidade (o primeiro é o Leon Feffer, ali mesmo, na vizinhança do rio Tietê).

Até passar a ressaca da pandemia, no entanto, dificilmente esse desejo administrativo sai do papel.

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