Paulo de Oliveira assina carta de número 69 contra o pedágio
O presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) Regional Mogi das Cruzes, Paulo Henrique Marques de Oliveira, reforça a rejeição ao pedágio projetado pelo Governo do Estado para ser instalado na rodovia Mogi-Dutra, como parte do pacote de concessão das estradas litorâneas. Ele assina a carta de número 69 publicada neste final de semana por […]
12/09/2021 13h19, Atualizado há 59 meses
O presidente da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) Regional Mogi das Cruzes, Paulo Henrique Marques de Oliveira, reforça a rejeição ao pedágio projetado pelo Governo do Estado para ser instalado na rodovia Mogi-Dutra, como parte do pacote de concessão das estradas litorâneas.
Ele assina a carta de número 69 publicada neste final de semana por O Diário e endereçada ao governador João Doria (PSDB).
Desde o dia 1º de maio, a série lançada pelo jornal convida lideranças e representantes da sociedade civil de Mogi e região a escreverem sobre os argumentos contra a praça de cobrança, apresentando os principais impactos e prejuízos que o pedágio trará a todo o Alto Tietê.
As cartas não têm interferência editorial de O Diário.
Ao Governo do Estado
Venho por meio desta manifestar a apreensão e contrariedade da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) Regional de Mogi das Cruzes pelo projeto de instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Há mais de seis décadas, nossa entidade defende os profissionais de Odontologia de Mogi e todo Alto Tietê, e não vamos nos eximir desta nova luta.
A implantação de uma praça de cobrança causaria sérios impactos negativos ao município. A rodovia Mogi-Dutra é um dos principais acessos a Mogi, muitos dos nossos associados e dentistas utilizam a estrada diariamente para chegar aos seus consultórios ou residências, o mesmo vale para os pacientes. A instalação do pedágio acarretaria em um aumento nos custos e perda de renda para os profissionais, bem como para seus colaboradores.
Outro ponto que deve ser levado em consideração, é que a cidade é um polo educacional para a Região e o Estado. Os cursos de Odontologia das universidades recebem todos os dias estudantes e professores, que chegam de cidades vizinhas pela rodovia Mogi-Dutra. O pedágio representaria um gasto extra somado aos valores que já são despendidos mensalmente.
Além do prejuízo para nossos dentistas e estudantes de Odontologia, os pacientes que são atendidos pela APCD Mogi das Cruzes também seriam impactados. Nossas clínicas realizam cerca de 150 atendimentos todos os meses. Cuidamos, especialmente, das pessoas carentes de nossa cidade e do Alto Tietê. Mesmo com a maior parte do tratamento sendo subsidiada pela entidade, o gasto semanal ou mensal, poderia gerar a desistência e o abandono do atendimento pela população que mais precisa, provocando prejuízo não apenas para a saúde bucal, mas na saúde como um todo, incluindo a parte emocional.
Acreditamos que o pedágio traria apenas prejuízos para a cidade, encarecendo produtos, aumentando o custo de vida e gerando desemprego aos mogianos. Em nome dos profissionais da Odontologia pedimos que o governo estadual reconsidere este projeto e mensure o impacto que este pedágio traria a nossa cidade.
Paulo Henrique Marques de Oliveira
Presidente da APCD Mogi das Cruzes